segunda-feira, 30 de abril de 2012

Henrique Torres e Nilson Ribeiro animam 1º Congresso da CSP-Conlutas


Nilson, Naiara, Henrique e Francelino. 

O 1ª Congresso da CSP-Conlutas, além de muitos debates entre trabalhadoras e trabalhadores que participam de lutas no país e no mundo, ofereceu aos participantes entretenimento nos intervalos das atividades.

No primeiro dia, o público presente assistiu apresentação dos integrantes do grupo Gíria Vermelha, Herthz e Verck. A dupla quilombola mostrou o Hip Hop do Maranhão.

O compositor, violonista e cantor, Nilson Ribeiro, ao lado do músico Henrique Torres se apresentou durante o almoço no evento. No show, os artistas de Campinas cantaram músicas nacionais e internacionais.

Durante as apresentações, a dupla interagiu com o público. Hoje, 30, houve a participação do trabalhador da construção civil de Pernambuco, Francelino de Melo, e de Naiara, do Sindicato dos Metroviários de Brasília. Francelino chamou atenção com sua flauta; já Naiara, cantou e contribuiu na percussão.

Também houve apresentação da cantora Cida Lobo e banda e do grupo de teatro Santa Víscera, que encena fragmentos de espetáculos de diferentes linguagens e estilos retirados de um "Cardápio".

A programação do congresso será encerrada hoje à noite. Amanhã cedo, delegações vão para São Paulo capital participar do Ato Público do Dia do Trabalhador, 1º de maio.


Nilson Ribeiro.
Henrique Torres.
Trabalhador Francelino faz participação.
Texto e fotos: Lara Tapety

O intercâmbio cultural vale a pena!
Conheçam a banda Nou Jazz, de Maceió-AL: 
www.noujazz.com

Rumo à 3ª Marcha Contra Homofobia

Setorial LGBT da CSP-Conlutas define calendário de atuação em unidade com classe trabalhadora

Plenária do setorial LGBT da CSP-Conlutas, realizada ontem, 29 de abril. 
O setorial LGBT da CSP-Conlutas reuniu-se na sexta-feira, 28, e no sábado, 29, durante o 1º Congresso da Central. Na primeira plenária, a turma discutiu que a homofobia acontece em todas as esferas e espaços da sociedade. Na segunda, foram feitos os encaminhamentos da temática.

Carlos Daniel, do Sindsef-SP,que está no evento com seus três filhos e seu companheiro, participou das plenárias do setorial e falou o teor do debate. “A gente observou que, não obstante à organização de base, muitas vezes os sindicatos, os centros acadêmicos e movimentos sociais são locais de práticas homofóbicas. Então, nossa postura é de fazer o trabalho de base ligado à denúncia da homofobia”, disse.

Segundo ele, o que diferencia os trabalhadores em luta do restante da sociedade é que - apesar de acabarem tendo práticas homofóbicas, racistas ou xenofóbicas – estes se educam para entender que o inimigo da classe trabalhadora é o capital. A partir dessa compreensão, os lutadores se formam para reprimir essas práticas e para que haja uma moral de unidade de toda a classe trabalhadora.

As plenárias LGBT resolveram que a homofobia vai ser denunciada e combatida, inclusive nos espaços do movimento, e os companheiros que reproduzem essas práticas serão ganhos para a luta contra homofobia. “O inimigo não é um gay, mas sim aquele que se apropria da riqueza produzida por todos, que é o capitalismo”, concluiu Carlos Daniel.

Nas discussões, foram lançadas propostas para o setorial e sua atuação. Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, trangêneros e simpatizantes construíram um calendário de lutas e vão preparar uma carta a ser lançada no congresso. A atividade imediata que o setorial vai participar é a 3ª Marcha Contra a Homofobia, que vai ser realizada no dia 26 de maio em Brasília. A Central está organizando uma coluna de denúncia da pauta política que o Governo Federal tem com a causa. Nesta coluna vão ser levantadas bandeiras simples, como o “nome social” e direitos básicos dos LBGT.

Nome social - De acordo com a legislação brasileira, pode mudar o nome a pessoa que tem nome pejorativo e, esse direito se estende aqueles que têm apelidos famosos, como é o caso do ex-presidente Luís Inácio “Lula” da Silva.

“Hoje em dia travestis e transexuais, até a Dorothy estava falando aqui, são oprimidas cotidianamente porque não conseguem colocar seus nomes nos seus documentos, não conseguem ter seus nomes alterados na lista de presença nas universidades. Esse tipo de política não demanda dinheiro do governo, demanda apenas uma vontade de combater a homofobia”, frisou o diretor do Sindsef-SP.
Carlos Daniel e Dorothy Lavigne

Dorothy Lavigne, militante que se reivindica transexual, explica que para o movimento seria interessante adotar o nome social porque é uma mudança de nome temporária que pode ser usada para evitar uma situação constrangedora. “No meu documento está o nome masculino, com o nome social o documento teria o nome feminino, porém, no caso de um processo, eu responderia com o masculino”.  A proposta é continuar com o nome social e fazer uma campanha para facilitar a mudança do nome civil seja estendida democraticamente.

É uma luta imediatista, que não resolve, mas que para um primeiro momento ameniza a opressão. Essa política para travestis e transexuais – que não depende de dinheiro para ser colocada em prática – é omitida por um governo que se diz representante dos trabalhadores e do movimento de combate às opressões.

O Governo Federal acaba dando cada vez mais peso para uma bancada que o movimento chama de “Bancada Radical e Homofóbica”, que se fortaleceu quando Marcelo Crivella assumiu o Ministério da Pesca e também com a pauta de LGBT usada como moeda de troca tanto no Congresso Nacional quanto no próprio poder executivo.  O PLC 122, que criminaliza a homofobia, não foi levado à diante e está sendo modificado de modo a permitir a prática da homofobia em nome de outras “liberdades”, como a de crença.

A respeito disso, o militante ressalta: “Em nome da liberdade de crença não se pratica o racismo e o machismo, mas o preconceito contra nossa orientação sexual está sendo mantido. Quem defende isso no Congresso Nacional é [Jair] Bolsonaro (PP-RJ), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Magno Malta (PR-ES) e outros, tanto de partidos da base do governo quanto ditos de oposição que também tem política homofóbica”.

A Marcha Contra a Homofobia vai ser seguida de uma manifestação do funcionalismo público, que tem um indicativo de greve e Ato marcado em Brasília para o dia 17 de maio. A luta da classe trabalhadora é também a luta contra a homofobia. Portanto, é importante a unidade e a ampla participação de todas e todos nessas atividades. 


Texto e fotos: Lara Tapety

domingo, 29 de abril de 2012

Organização de base para fortalecer a CSP-Conlutas e as lutas dos trabalhadores!


Zé Maria fala sobre a organização nos locais de trabalho.

O público do 1º Congresso da CSP-Conlutas assistiu ontem à noite o painel sobre “Organização de Base nos locais de trabalho, de moradia e nas escolas”.

À mesa, Zé Maria, da CSP-Conlutas, João Batista, do MTL e Felipe Brito, do MTST analisaram como organizar os trabalhadores para enfrentar a questão territorial das cidades e do campo, bem como os danos causados pela política dos Governos, com destaque para os danos causados pela vinda da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Zé Maria discorreu sobre a organização nos locais de trabalho. Ele mencionou um questionamento muito comum entre os trabalhadores: o que vai garantir que a CSP-Conlutas não se transforme numa nova CUT daqui a alguns anos?

“Para responder a essa pergunta de forma positiva que nos impõe a necessidade de promover essas mudanças profundas na nossa forma de organização”, disse referindo-se ao projeto político de organização de base.  Em seguida, explicou os elementos da organização de base. O primeiro deles é a democratização dos sindicatos, que diz respeito à importância da presença do sindicato nos locais de trabalho; o segundo, o fortalecimento das lutas, que ocorre com os trabalhadores organizados em cada local de trabalho e; o terceiro se refere à edificação da autodeterminação dos trabalhadores.

Este ponto o palestrante pautou como fundamental para avançar no programa da organização de base. A educação para a autodeterminação, segundo Zé Maria, trata-se de estimular no trabalhador a ideia de que ele é dono do seu destino e aquilo que ele decidiu coletivamente tem que ser soberano.

Durante esta explanação foi falado em CIPA (comissão Interna de Prevenção de Acidentes), porque ela dá uma proteção ao cooperativado. Quem está na CIPA não pode ser demitido, então isso pode ser usado por ativistas como instrumento de estabilidade.

Felipe Brito fez um histórico da ocupação urbana no Brasil. Ele tomou como exemplo a Favela da Praia do Pinto, da década de 1930. A favela foi removida no Governo Negrão de Lima no Estado da Guanabara. Os ocupantes foram “jogados” para lugares isolados da área urbana. O representante do movimento explicou que os mega eventos como copa e olimpíadas são ferramentas utilizadas para implementar a política de cidade-empresa e não servem para reforma urbana. Isto é, ao contrário da propaganda oficial de ser bom para o Brasil, na realidade, prejudicam a milhares no país. Copa e olimpíada significam despejos e ataques à classe trabalhadora.

As intervenções dos camaradas da plenária trataram do enfrentamento à criminalização dos movimentos e dos trabalhadores. Além de outros assuntos, em sintonia com o conteúdo abordado por palestrantes, como a questão dos agrotóxicos e das CIPAs.

Camila, professora da rede estadual de são Paulo e do Movimento Mulheres em Luta, compartilhou com o público da plenária parte do debate do 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras. Ela citou como bom exemplo de organização de base o caso das companheiras da organização civil de Belém, uma categoria que tem maioria masculina. Graças à iniciativa do sindicato, de organizar as mulheres trabalhadoras, existem 7 delegadas da categoria nesse congresso. “É importante que os sindicatos tenham mais olhos e mais ouvidos nos locais de trabalho. E quando nós vamos aos locais de trabalho, nós podemos ver as necessidades das mulheres”, disse.

A organização de base é vital para o fortalecimento da CSP-Conlutas e do avanço das lutas da classe trabalhadora. A luta da Central, conforme dito no painel, não é somente para melhorar o salário e das condições de trabalho, ela vai segue uma dimensão política maior, que é a transformação dessa sociedade para uma sociedade libertária governada pelos trabalhadores.


Por Lara Tapety

Creche no 1º Congresso da CSP-Conlutas

Filhos de participantes durante momento de recreação no congresso.
Enquanto mães e pais debatem, a criançada se diverte!

No 1º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, as mães e os pais trabalhadores podem ficar tranquilos. Isto porque a creche, bandeira de luta feminista, funciona o dia inteiro. 
Enquanto ocorrem as atividades do congresso, a criançada se diverte nos brinquedos locados pela organização e no parque do Espaço Árvore da Vida.  A equipe “Favo de Mel”, em parceria com a equipe “Desenvolvimento e Gerenciamento de Monitores”, é responsável pela programação infantil.
São 7 monitoras, ou “tias”, cuidando de 41 meninos e meninas, de 2 a 6 anos. Entre eles, 2 meninas do Haiti, que mesmo falando em francês, interagem com os coleguinhas.
Pela manhã houve recreação nos brinquedos, brincadeira de massinha com os menores e dinâmicas. Em seguida, a programação do dia continuou com as demais refeições, mais brincadeiras, banho e lanche. 

Texto e foto: Lara Tapety

Começa o 1º Congresso da CSP-Conlutas


Abertura do 1º Congresso da CSP-Conlutas, em Sumaré-SP. Foto: Lara Tapety

O 1º Congresso da CSP-Conlutas reuniu nesta sexta-feira, 27, cerca de 1.500 pessoas durante a cerimônia de abertura. Segundo a organização do evento, até o fechamento ainda eram aguardadas delegações de vários locais do país programadas para chegar ao encontro.

Entre os presentes, caravanas vindas de todo o pais, como a do Pará, que levou 56 horas para chegar em Sumaré (SP), local onde está sendo realizado o Congresso. Nem a longa viagem de ônibus tirou o entusiasmo dos trabalhadores, um dos mais animados no início da plenária.

Em nome da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Sebastião Cacau, fez uma saudação a todos os presentes. “Aqui está cada um que ajudou a construir essa ferramenta de luta da classe trabalhadora, ainda pequena, mas ativa e vigorosa”, discursou. “Vamos debater as teses, cada proposta. Democraticamente vamos votar nossas resoluções e com unidade colocar em prática um plano de lutas e organização em defesa dos direitos da classe trabalhadora”, completou.

Em seguida, falaram representantes de organizações presentes na mesa de abertura, como o líder da greve dos bombeiros do Rio de Janeiro, Benevenuto Caciolo, que levou todos a clamarem “1, 2, 3, 4, 5 mil, viva a aliança operária estudantil” defendendo a importância dessa unidade.

 A indígena Kaiowá-Guarani Dirce Veron, da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, emocionou o plenário ao afirmar “eu quero dizer aqui que a gente existe, os povos indígenas existem, mas estão morrendo”. Dirce denunciou a política do governo, que alardeia proteger os índios, mas é o primeiro a massacrá-los ao não garantir a demarcação de suas terras.

Também estiveram na mesa de abertura Canindé Pegado, da UGT, Mané Melato, da Intersindical, Miguel, do PSOL, Zé Maria, do PSTU e integrantes da delegação estrangeira, do Egito e Chile.

A sindicalista egípcia Fatma Ramadan reforçou a necessidade da solidariedade internacional e defendeu a necessidade das lutas. “O povo quer mudar o sistema”, ressaltou ao mencionar a recente revolução egípcia.
Na maioria das falas o destaque foi para o papel cumprido pela CSP-Conlutas no último período, à frente das lutas e na busca pela unidade de ação em defesa dos trabalhadores. Mobilizações em curso no país, como a greve na construção da hidrelétrica de Belo Monte e nas obras da Copa, foram lembradas e saudadas.

 Após as saudações, o foi cantado o Hino da Internacional Socialista. Delegados de várias partes do país se levantaram para entoar o hino da classe trabalhadora em todo o mundo. As atividades do dia foram encerradas com a leitura do Regimento Interno. As emendas propostas serão votadas no plenário, neste sábado.


Fonte: Sindsef-SP

sábado, 28 de abril de 2012

1º Congresso da CSP-Conlutas em imagens

Estou em Sumaré-SP, no 1º Congresso da Central Sindical e Popular - Conlutas.
O trabalho está punk rock hard core. Mas isso não impede de eu divulgar um pouco do que estou vendo aqui.
Seguem alguns registros que fiz do evento com meu celular. Os textos ficam pra depois!

27/042012 - Abertura do 1º Congresso da CSP-Conlutas

27/042012 - Abertura do 1º Congresso da CSP-Conlutas
27/042012 - Abertura do 1º Congresso da CSP-Conlutas
27/042012 - Abertura do 1º Congresso da CSP-Conlutas
28/04/2012 - Plenária de apresentação de teses   
2º dia: continuação do credenciamento
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
28/04/2012 - Recreação das crianças na creche do 1º Congresso
Stand de massagem

Stand de bolsas com estamparia bordadas à mão feitas com vários tipos de lona.
Bolsas de lona, como aquelas de caminhão, que são impermeáveis e super resistentes.
Stand com DVDs de filmes revolucionários e outros à venda.
Diversos DVDs com temas de interesse de militantes e ativistas.
Stand da Editora José Luiz e Rosa Sunderman.
Livros de Marx, Friedrich Engels, Leon Trotsky, Lênin e também de novos autores!


Crédito: Lara Tapety

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Banda Nou Jazz encerra shows de abril na Santorégano




Hoje, 25, a banda Nou Jazz dá continuidade à sequência de shows na Pizzaria Santorégano, em Riacho Doce, Maceió. O grupo se apresenta a partir das 20 horas no local.
Nou Jazz toca versões instrumentais de músicas da melhor qualidade e popularmente conhecidas; algumas cantadas, outras não.  São canções de artistas como Djavan, Tom Jobim, Stevie Wonder, Michael Jackson e Dire Straits.
A banda é formada por Artur Pontes (sax),  João Rafael (violão e guitarra), Victor Borges (teclado), Heleno Silva (bateria) e Emerson Damasceno (baixo).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Falta uma semana para mais uma votação do retrocesso legislativo chamado Novo Código Florestal

Está chegando a próxima votação do retrocesso legislativo apelidado de “Novo Código Florestal”, o Projeto de Lei da Câmara 30/2011. Os deputados federais vão analisar as modificações feitas no Senado e votar o projeto na terça-feira, 24 de abril.
O texto foi aprovado em dezembro do ano passado no Senado, por 17 votos a favor e 5 contra,  após um longo debate sobre sua constitucionalidade. Uma vez que recebeu mudanças, o PLC retornou para a apreciação na Câmara. Depois de passar novamente na Câmara, seguirá para a sanção da presidenta da República.

Charge: Carlos Latuff

Desvalorização da biodiversidade e hegemonização do agronegócio

“Eu não quero que mude o Código Florestal do meu país e há uma falta de sintonia entre os representantes do governo e o nosso querer. Portanto, ponha a boca no trombone: diga não. Eu não quero que nem mais uma árvore suma das florestas do meu país” (Denise Fraga, atriz)

O Código Florestal Brasileiro (Lei 4.771/1965) em vigor estabelece limites de uso da terra, com respeito às florestas e aos ecossistemas, garantindo a preservação das fontes de água, a proteção do solo e a manutenção da biodiversidade.
Já o substitutivo, proposto por Aldo Rebelo (PcdoB), é focado nos interesses dos ruralistas e na expansão do agronegócio, em detrimento da agricultura familiar. Segundo jornal Brasil de Fato*, o velho código, juntamente com o Estatuto da Terra, é uma conquista da classe trabalhadora, que conseguiu impor à propriedade privada a função social. A partir dela, toda propriedade rural privada em nosso país ficou obrigada a protegar rios, nascentes e áreas de encosta, além de ter que reservar uma porcentagem de sua área para utilização sustentável das florestas. É contra essa obrigação que o agronegócio está lutando.
O PLC 30/2011 é a síntese dos interesses das várias frações do agronegócio: as papeleiras, o latifúndio atrasado, os frigoríficos, a soja e a cana, a carninocultura e até o turismo predatório que está tomando as praias e o que resta dos mangues na nossa costa.
O agronegócio gera poucos empregos (se comparado a agricultura familiar), promove concentração de terra e riqueza, não considera as necessidades estratégicas do país e impede o desenvolvimento de outras formas de produção, tanto através da violência quanto de lobbies. Além disso, mantém a mentalidade colonial de que o “mato” é para ser posto abaixo.

Atestado de impunidade

“Não entendo a anistia para quem matou e torturou durante o regime militar, assim como não entendo anistiar grandes proprietários de terra que passaram anos desobedecendo a lei, avançando sobre as reservas florestais protegidas pelo governo. Isso é um atestado, dado pelo próprio governo, que esse é o país da impunidade” (Wagner Moura, ator)

O novo código segue na contramão das lutas ecológicas mundiais, porque flexibiliza demais a exploração da terra. A liberalização, além de comprometer a preservação dos recursos hídricos em todos os ecossistemas, anistia dematadores e favorece o desmatamento.
Vale lembrar que, em 2010, durante campanha eleitoral, a atual presidenta Dilma Rousseft assumiu compromisso de que vetaria quaisquer dispositivos que anistiassem crimes ambientais e promovessem desmatamentos. Em breve, mais uma vez, possivelmente veremos a contradição do governo petista à tona.
Como se vê no caso da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (no rio Xingu, Pará), a óptica seguida pelo Governo Dilma é de um desenvolvimentismo desenfreado, despreocupada com a conservação da água e da biodiversidade.

*Edição Especial - Código Florestal - Novembro 2011 / Depoimentos dos atores dados para a campanha #florestafazadiferença

Movimentos sociais realizam devassa em cana ilegal

Ação envolve a retirada da cana e replantio da área com alimentos, durante Jornada Nacional

Fumaça causada pela queimada da cana. Foto: Lara Tapety
    Os movimentos sociais do campo alagoano, unificados em torno da Jornada Nacional de Lutas no Dia Internacional de Luta Camponesa (17/04), realizam neste momento às margens da BR-101 e BR-104 duas retiradas massivas de cana-de-açúcar plantadas ilegalmente por Usinas e seus arrendatários. Como parte da ação, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) plantam milho e feijão.
    A intervenção dos movimentos é um alerta para que sirva de exemplo a outros plantadores ilegais que se utilizam de áreas de domínio da União (30 metros para os dois lados a partir da rodovia) para aumentarem o lucro de seus empreendimentos. “Ao longo dos anos, esta se tornou uma prática muito comum e até hoje é relevada pelas autoridades, mas estamos em peso aqui para denunciar e, indo além, plantando uma produção que se volte para alimentação de nossa gente”, diz Carlos Lima da CPT Alagoas.
    Os trabalhadores estão nas rodovias BR-101 e BR-104, nas cidades de Messias e Murici (aproximadamente 50 km de Maceió), região marcada pela devastação da Mata Atlântica em nome do plantio secular de cana-de-açúcar sob modelo exportador e de grande concentração de terras. Com facões e foices em punho, os militantes estão redesenhando à mão a margem das BR e, a cada decepada, vão plantando também a esperança de um modelo agrícola que se volte para a produção de alimentos saudáveis.
    Mais cedo, as organizações do campo se somaram a um piquete nacional que parou por 21 minutos as estradas de todo país. Em Alagoas, foram dezesseis pontos interrompidos em denúncia a toda violência e injustiça no campo e contra a paralisia que sofre a política agrária, que alcança hoje índices piores do que os da Era-FHC.
    Todos os anos, ações na passagem do dia 17 de abril lembram as cenas de horror e desespero patrocinados por Governo, Justiça e Polícia Militar do Pará no conhecido Massacre de Eldorado dos Carajás. Nesta operação de guerra da polícia contra trabalhadores foram vitimados 21 agricultores, entre eles Oziel Alves, de apenas 17 anos. Até hoje, os dois únicos condenados pela justiça continuam livres e impunes e a questão agrária no país persiste no tom da miséria e violência no campo.

Outras informações:

82 9613 3314 - Gustavo Marinho (Setor de Comunicação - MST) / 82 9911 4995 - Débora Nunes (Direção Estadual MST) / 82 9137 6112 - Carlos Lima (Coordenação Estadual CPT Alagoas) / 82 8876 2147 - Josival Oliveira (MLST Alagoas)

 Fonte: Assessoria do MST-AL

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Legalização do aborto em casos de anencefalia é um avanço na luta feminista


A legalização do aborto é uma bandeira antiga do movimento feminista, em defesa das mulheres trabalhadoras, que mais sofrem quando são obrigadas pelas circunstâncias a realizar tal prática.
Sem dúvida, o 12 de abril de 2012 foi um dia histórico para a luta feminista no Brasil. Apesar dos protestos dos setores conservadores e religiosos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 8 votos a 2, autorizar a mulher a interromper a gravidez em casos de fetos anencéfalos. A ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), que tramita na Corte desde 2004, foi considerada procedente pela maioria dos ministros.
A anencefalia consiste em má-formação congênita e irreversível do tubo neural do feto, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, que leva a morte do bebê poucas horas depois do parto. Segundo a CNTS, a morte é registrada ainda no útero materno em 65% dos casos.
Em nota, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou que “lamenta profundamente” a decisão do Supremo.  “A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. O Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção”, diz a CNBB.
As mães de anencéfalos enfrentam o sofrimento de saber que não vão dar à luz, mas sim à morte à um filho. São elas - e não a igreja, a sociedade e/ou os parlamentares – que sentem e sabem o que é melhor para elas. Portanto, a escolha  é das mães. Fica claro que, defender este aborto, não é ser a favor da morte de um feto, mas sim, da vida da mulher.
Apesar desta aprovação, o aborto, de uma forma geral, continua a ser crime no Brasil. Foi criada apenas mais uma exceção, além das situações já permitidas: quando não há outra maneira de salvar a vida da grávida ou em caso de estupro. As condições para o aborto legal são as mesmas: os riscos à saúde da mãe e os danos psíquicos.
Para além da decisão de permitir a interrupção da gravidez em casos de anecefalia, a decisão do STF refletiu, mais uma vez - assim como quando as foram liberadas as pesquisas com células-tronco embrionárias, em 2008 – que o direito está acima da religião.
O fato é que, aos poucos, o discurso moralista e distante da realidade do “direito à vida” do nascituro - tão propagandeado pelas igrejas – pode ser derrubado pelo direito à vida e de escolha da mulher. E mais, um Estado verdadeiramente laico é possível.

Criminalização do aborto causa sofrimento e morte

São as mulheres, principalmente, pobres e negras, as maiores vítimas da não legalização e da criminalização do aborto. Este último, no Brasil, é uma das ocorrências médicas mais comuns, apesar de ser proibido. Estima-se que 1 em cada 7 brasileiras já fez aborto, isto representa 5 milhões e equivale à quase a população inteira da metrópole Rio de Janeiro e a metade de São Paulo.
A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que 200 mil mulheres morrem anualmente no Brasil por causa de abortos de risco. A informação foi contestada pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, que afirmou ter havido confusão com outro dado, o da curetagens - procedimento muito utilizado após o processo abortivo. A verdade é que o Estado mata milhares de brasileiras por ano.
Dados do Sistema Único de Saúde indicam que em 2004 foram realizados 1.600 abortos legais em 51 serviços especializados do SUS ao custo de R$ 232 mil. No mesmo ano, ocorreram, na mesma instituição, 244 mil internações motivadas por curetagens pós-aborto - abortamentos espontâneos ou voluntários e feitos na clandestinidade - orçadas em R$ 35 milhões.
Estudos do Instituto Alan Guttmacher (IAG, em www.agi-usa.org) informam que nos países em desenvolvimento ocorrem 182 milhões de gestações anuais. Estima-se que 36% dessas gestações não foram planejadas, entre as quais 20% terminam em aborto.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde sobre mortes maternas relacionadas ao aborto, 21% das mortes relacionadas com a gravidez, o parto e o pós-parto, nesses países, têm como causa as complicações do aborto realizado de forma insegura.

*Por Lara Tapety, com informações da Agência Brasil, CMI-Brasil e Cfemea.

Histórico da bandeira da Legalização do Aborto*

Apesar de ser uma prática que sempre existiu, o aborto foi "tolerado" ou punido de acordo com as necessidades das classes dominantes, sempre pautadas por questões que vão da opressão pratiarcal a interesses econômicos e religiosos.
Os argumentos para a repressão sempre tiveram um forte conteúdo moral e religioso, apesar de que nem sempre o cristianismo foi contra o aborto. São Tomás de Aquino, por exemplo, defendia a tese da "animação tardia do feto", o que contribuiu para que as posições da igreja fossem menos rígidas. Sintonizada com os interesses da classe dominante, em 1869 a Igreja Católica declarou que a alma era parte do feto desde a sua concepção, transformando o aborto em crime.
A subordinação do aborto aos discursos religiosos foi derrubada na Revolução Russa, em 1917. Como parte das conquistas de todos os trabalhadores, as mulheres obtiveram a descriminalização e o direito ao aborto, com plenas condições para realizá-lo.
Já nos outros países da Europa, que sofreram grandes baixas durante a guerra, a legislação contrária ao aborto e aos métodos contraceptivos foi ampliada. Com a ascensão do nazi-fascismo e sob o lema "criar filhos para a pátria", o aborto passou a ser punido com pena de morte, tornando-se crime contra a nação.
Somente a partir dos anos 60, com a evolução dos costumes sexuais e as mobilizações por direitos dos setores oprimidos, as mulheres conquistaram uma crescente liberalização, fazendo com que, em 1976, dois terços da população mundial vivesse em países que apresentavam leis mais liberais.
Direitos, contudo, que nunca estiveram totalmente ao alcance das mulheres trabalhadoras e pobres. Algo que só conquistaremos com muita luta.
A verdade é que precisamos não só da legalização do aborto, como também de políticas de saúde pública para a mulher, inclusive quando ela deseja ser mãe.

*Fonte: http://www.litci.org/ 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Nou Jazz realiza sequência de shows na Pizzaria Santorégano

Nou Jazz durante show na Pizzaria Santorégano, em 28/03/2012. Foto: Josevita Tapety
 A banda vai se apresentar no local todas quartas-feiras em abril

Formada por jovens com gosto refinado para música, a banda instrumental Nou Jazz impressiona o público pela qualidade e profissionalismo. Desta forma, começa a conquistar cada dia novos espaços no cenário cultural alagoano.
Este mês, depois do sucesso da primeira apresentação na Pizzaria Santorégano, em Riacho Doce, o grupo vai se apresentar no local todas as quartas-feiras, dias 11, 18 e 25.
O repertório, alterado todos os shows, está cheio de canções nacionais e internacionais popularmente conhecidas e também conta com algumas pouco escutadas nas rádios, porém, muito apreciadas pelos bons entendedores de música. Entre as composições a ser interpretadas pelo grupo amanhã, 11, estão aquelas de artistas como Tom Jobim, Djavan, João Bosco, Stevie Wonder, Dire Straits e Michael Jackson.
Uma novidade da Nou Jazz, que está se consolidando enquanto projeto, é o compromisso assumido por esta em apoiar a causa em defesa dos animais. Nas últimas apresentações, a banda divulgou o Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa). Em seu novo site (www.noujazz.com), no link "cidadania", mostra como cumpre seu papel e estimula a colaboração.
Os integrantes da Nou Jazz são Artur Pontes (sax), Victor Borges (teclado), Heleno Silva (bateria) e Emerson Damasceno (baixo).


SERVIÇO:
Show da Banda Nou Jazz
Onde? Santorégano Pizzaria, Riacho Doce, Maceió-AL
Quando? Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Horário? 20h
Couvert Artístico? R$6,00
Realização: Projeto Nou Jazz
Outras informações: (82) 9914-6020 / (82) 3324-1979 – Artur
www.noujazz.com


Lara Tapety P. Cavalcanti
(11) 5774-5441 (Vivo) / (82) 9305-6290 (Claro) / 8874-0485 (Oi) / 9672-8660 (Tim)
Assessoria de imprensa do Projeto Nou Jazz
Blog www.laratapety.com