segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nou Jazz toca duas músicas de Michael Jackson em novo show

Versões instrumentais de canções do rei do pop e artistas brasileiros consagrados vão ser destaques na apresentação


    Mais uma vez, a praia de Garça Torta, reduto de artistas, intelectuais e amantes da boa música, será cenário de um novo show da banda Nou Jazz.
    O grupo aos poucos conquista o público e tem ganhado espaço no cenário musical alagoano. Isso pode ser observado nas participações em programas de televisão e rádio, a exemplo da entrevista no “AL TV”, na Gazeta de Alagoas; no programa “Alagoas Arte e Cultura", apresentado pelo Paulo Poeta na TV Assembléia e; no “Vida de Artista”, pela jornalista Gal Monteito, na rádio Educativa, do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP).
    A banda Nou Jazz  une elementos e técnicas do jazz a outros estilos musicais como bossa nova, samba e pop, formando um repertório diversificado com as melhores canções popularmente conhecidas.
    No perfil de bossa nova e samba, o grupo interpreta canções de Djavan, Tom Jobin, João Bosco, Chico Buarque e Baden Powell. Já no grupo do pop estão músicas de Sade e Michael Jackson – as versões instrumentais de duas músicas deste último são novidades que prometem abalar o público.
    Como de costume no restaurante Trilha do Mar, o show vai contar com uma participação especial. Dessa vez, o violonista Endi Costa vai marcar presença. Endi é artista alagoano, compositor de músicas instrumentais com um estilo que mescla o gênero clássico com jazz e cultura popular.
    De acordo com Artur Pontes, saxofonista da Nou Jazz, a expectativa é de mais uma ótima noite de sábado à beira mar. Para ele, passada a euforia do carnaval, “esse é o momento de escutar outras coisas”.
    O show vai acontecer neste próximo sábado, 03 de março, a partir das 20h, no restaurante Trilha do Mar, localizado na praia de Garça Torta, em Maceió-AL.


SERVIÇO:
Show da Banda Nou Jazz
Onde? Restaurante Trilha do Mar – Garça Torta, Maceió-AL
Quando? Sábado, 03 de Março de 2012
Horário? 20h
Couvert Artístico? R$10,00
Realização: Projeto Nou Jazz
Outras informações: (82) 9638-9200 / (82) 3324-1979 – Artur
                                    www.myspace.com/bandanoujazz



Por Lara Tapety – Jornalista (MTE 1340/AL)
Assessoria de impressa – Projeto Nou Jazz
(82) 9672-8660 / (82) 8874-0485 / (11) 5773-5441

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um mês após a morte de Duvanier Paiva, continua indefinido quem vai ocupar o cargo e quem vai conduzir as negociações com os representantes dos servidores federais

Um mês após o falecimento de Duvanier Paiva, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) do Governo Dilma, continua indefinido quem vai assumir o cargo.
Paiva estava à frente das negociações com os servidores federais há quase cinco anos, desde o primeiro Governo do PT. Entre as negociações que intermediou, está aquela que, a mando do governo, negou o aumento do valor do repasse para a assistência à saúde. Por ironia do destino, ele faleceu no dia 18 de janeiro depois ter o atendimento médico negado porque não tinha um cheque-caução. Talvez o óbito pudesse ter sido evitado se os hospitais Santa Luzia ou Santa Lúcia tivessem aceitado a GEAP, plano de saúde do secretário e de grande parte dos servidores públicos federais. Duvanier Paiva não resitiu e faleceu antes de ser atendido.
Com a indefinição do novo sem secretário de RH, fica também indefinido quem irá conduzir as negociações e uma data exatada para o início destas. O que o secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Valter Correia, afirma apenas é que o processo negociatório será iniciado em março.
Enquanto a saúde é tratada como mercadoria, as pessoas, inclusive figuras "ilustres", continuam morrendo sem atendimento, ora porque não têm plano de saúde, ora porque não têm dinheiro ou cheque para pagar o "serviço".

Por Lara Tapety
Jornalista (MTE/AL 1340)

Maceió-AL: Juiz da Vara Agrária suspende reintegração de posse do acampamento Bota Velha

A decisão do Juiz, Ayrton de Luna Tenório, suspende a reintegração num período de um ano

Acampamento Bota Velha (Foto: Arquivo/CPT)
Railton Teixeira
CPT/AL

A Vara Agrária de Alagoas, através do juiz de direito Ayrton de Luna Tenório,  suspendeu por um ano a reintegração de posse do Acampamento Bota Velha, acompanhado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), localizado no município de Murici. 
A audência ocorreu na última quinta-feira (09) e contou com a presença de representantes da Usina Santa Clotilde, Institunto Nacional de Reforma Agrária (Incra), Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, Promotoria de Justiça, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e acampados da Bota Velha.
Atualmente mais de 100 família vivem, estudam e trabalham no acampamento. Com a liminar, os acampados permanecerão numa área de 30 hectares, onde ficou estabelecido que num prazo de 10 dias seja apresentado a planta da área em litígio.
Também ficou acordado que a Usina não utilizará herbicidas, defensivos agrícolas ou qualquer outra espécie de veneno que possam comprometer a segurança dos acampados e do meio ambiente.
"Os acampados permanecerão na área ocupada, não podendo ultrapassar os limites estabelecidos, sem o prévio consentimento da autora do processo e após o término do prazo estabelecido, uma nova audiência será realizada.", explicou Lana Mendes, advogada da CPT.
O acordo é fruto da luta e da organização dos campones que, de acordo com Carlos Lima, Coordenador da CPT/AL, se organizaram e resisitiram a uma liminar de reintegração de posse e despejos das famílias para o dia 20 de janeiro de 2011, expedida pelo juiz Ayrton Tenório.
"A luta e o empenho de 102 famílias que ali residem, que organizou e contruiu capela, casa de farinha, conseguindo energia elétrica para o acampamento, que com o apoio da Arquidiocese de Maceió, intelectuais e entidades internacionais, como a Pachamama e Amici di Joaquim Gomes, ambos da Itália, foram responsáveis por está conquista", destacou Carlos Lima.

Acampamento Bota Velha

Cansados do trabalho escravo nas terras das Usinas de cana-de-açucar da zona da mata alagoana, trabalhadores rurais ocuparam a Fazenda Bota Velha, em 2001. As terras abandonadas e improdutivas, da Usina São Semeão, possuem um histórico de dívidas com o Estado, INSS, Companhia Energética e débitos trabalhistas.
Nos meados de 2005, as terras ocupadas foram arrendadas à Usina Santa Clotilde, que apartir de então passou a ameaçar despejar as famílias acampadas. Passando a perseguir de diversas maneiras as famílias, com destruição das lavouras, das casas e das culturas construidas ao longo do tempo.
Documentário "A Bota Velha é nossa"

Em abril de 2011 foi lançado o documentário "A Bota Velha é nossa" com uma produção independente e executiva da CPT/AL, que com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do programa "Eu quero Ver" da TV COM, destacou a trajetória de luta dos camponeses que estão acampados na Bota Velha.

Fonte: CPT Alagoas  


 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

22 de fevereiro: Um mês do massacre do Pinheirinho

Autor: Renato Bento Luiz


A moradia é um direito constitucional
Atacaram o Pinheirinho, covardia nacional
Alckmin e Cury sujaram de sangue este chão
Promessa de casa é até passar a eleição

Sou vereador da situação
Fiquei quietinho, o Pinheirinho está no chão
Pinheirinho e estudante é um tormento
Se juntaram e derrubaram meu aumento

Desaproprie o Pinheirinho
Dilma vem pra luta agora
Pra mostrar a diferença dos tucanos
tá na hora

Prefeitura e a Justiça
Comando do batalhão
Mete bala em inocente
e liberta o ladrão

É Carnaval e o bandido vai pra farra (BIS)
gastar a propina do Naji Nahas

Falou Eliana Calmon
Espalha rápido essa droga
Em São José já tem bandido de toga

Vai ter punição, isto é Brasil
Só que ela vem lá em 1º de abril

A moral desta gente não se mede (BIS)
Dizia Cazuza: a burguesia fede




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desabrigados do Pinheirinho são transferidos de abrigo

Vista aéra do Pinheirinho antes do despejo.


Pinheirinho após a operação da PM.

Continua o drama das famílias expulsas violentamente do Pinheirinho, em São José dos Campos, São Paulo. Alguns destes desabrigados foram alojados em uma escola transformada em abrigo pela Prefeitura, mas com a desculpa da volta às aulas cerca de 150 famílias sofreram mais um ato de violência.

A prefeitura de São José dos Campos mais uma vez mostrou como trata as questões sociais. Na noite de 9 de fevereiro, um grupo de assistentes sociais estiveram no Caic Dom Pedro e forçaram a desocupação do local. De forma arbitrária e com requinte de tortura psicológica, os desabrigados foram levados para o Centro Poliesportivo do Vale do Sol, abrigo que já está superlotado e que não oferece as mínimas condições de infra-estrutura às famílias.

Primeiro, foram espalhados cartazes informando que às famílias deveriam deixar o local até o dia 10 de fevereiro. Depois, chegou informação sobre uma liminar e que a polícia seria acionada para garantir a desocupação da escola.

A vereadora Amélia Naomi, PT/SJC, falou em entrevista a rádio Rede Brasil Atual. Segundo ela esta ação foi mais uma forma de violência aos desabrigados do Pinheirinho. “A prefeitura em vez de pensar políticas sociais que para amenizar a vida destes moradores, continua usando o método da violência: ou com bombas ou com tortura psicológica”, disse Naomi.


Campanha de Solidariedade "Somos todos Pinheirinho"

Arte gráfica: Lara Tapety

A tragédia social que ocorreu em São José dos Campos, São Paulo, não pode passar em branco como tantas outras semelhantes. O povo da comunidade conhecida como Pinheirinho, localizada neste município, foi brutalmente expulso de suas casas pela prefeitura e governo estadual, que colocou a especulação imobiliária acima da vida.


"Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito"

A ocupação do terreno abandonado pertencente a empresa falida Setecta Comércio e Indústria S/A, do criminoso megaespeculador Narj Nahas, já durava quase 10 anos. As famílias já haviam conquistado licença da prefeitura para morar ali. Porém, no dia 22 de janeiro, foram retiradas à força a mando desta mesma instituição. 

"Somos todos pinheirinho"

A frase de efeito "Somos todos pinheirinho" está sendo utilizada pelos movimentos sociais para unificar essa luta. O massacre que ocorreu em São José dos Campos não é um fato isolado.  Muitos despejos estão acontecendo no Brasil da mesma forma agressiva, desumana, externimadora. Os trabalhadores sem terra conhecem bem esta realidade. No entanto, o Pinheirinho merece destaque não somente por se tratar simplesmente da maior ocupação urbana da América Latina, mas por ter se tornado um símbolo de resistência popular devido a organização daquela comunidade.

"Polícia, polícia, assim você me mata... ai se eu te pego, ai se eu te pego...", estava escrito nos cartazes de estudantes

As pessoas do Pinheirinho continuam em situção precária, desabrigados, dormindo no chão de um ginásio poliesportivo, junto aos seus animais de estimação que restaram, já que muitos foram perdidos ou mortos pela violência da operação de reintegração de posse da Polícia Militar. Diante disto, diversas organizações sociais estão realizando campanha de arrecadação de materiais e também há opção de fazer doação financeira, especialmente para quem não tem como enviar os donativos.

Colabore!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Manifestação em solidariedade às vítimas do massacre do Pinheirinho reúne 5 mil pessoas

Faixa com imagens de atos em outros países. Foto: Lara Tapety

Aproximadamente 5 mil pessoas de todo o Brasil, e algumas de outros países, tomaram conta das ruas do município de São José dos Campos, São Paulo, conforme apontado pela organização do ato nacional em solidariedade ao povo do Pinheirinho.
Milhares de cidadãos de bem dessa comunidade tiveram seus lares e até vidas destruídas brutalmente pela operação de reintegração de posse realizada pela Polícia Militar a mando do prefeito da cidade Eduardo Cury e do Governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Estas famílias ocupavam há quase 10 anos o terreno abandonado pertencente a empresa falida Setecta Comércio e Indústria S/A, do criminoso megaespeculador Narj Nahas.
Bebês de colo, crianças, mulheres, homens e idosos foram agredidos física e pscicologicamente sem nenhuma justificativa cabível. Ninguém foi poupado. Sprays de pimenta, bombas de gás, balas de borracha e também balas letais foram disparados pelos policiais contra os moradores da região e quem estivesse por perto. Aconteceu um verdadeiro massacre com derramamento de sangue de inocentes. 

Ontem, 01, houve uma audiência pública em apoio aos moradores do Pinheirinho na Assembléia Legislativa de São Paulo. A Casa ficou lotada. Houve exibição de vídeos e depoimento de vítimas da operação da PM.
"Meu braço inteiro está com manchas rochas", disse uma senhora que foi obrigada pela polícia a sair de sua casa mesmo passando mal.
"Agora eles vêm com uma história de dar mil reais pra a gente pagar aluguel e pagar caminhão de mudança. Que mudança? Se destruíram tudo! Que mudança? Geladeira quebrada, televisão que não funciona...", contou outra mulher.
Parlamentares que acompanhavam o processo denunciaram a falta de transparência na desocupação, já que foram impedidos de entrar na área, assim como a imprensa.

Manifestação sendo encerrada em frente à prefeitura. Foto: Lara Tapety

A manifestação de hoje, iniciada na Praça Afonso Pena, passou pela Câmara Municipal e foi encerrada na Prefeitura do Município. Durante o percurso diversos representantes de entidades fizeram intervenções que chamavam atenção da sociedade para a problemática e manifestavam apoio aos desabrigados do Pinheirinho. O feedback apareceu nas janelas dos prédios da cidade em que a população sinalizava com panos brancos. Uma cena emocionante que tive oportunidade de ver de perto, e só de perto mesmo para compreender a imensidão deste fato.
Mais emocionante ainda foi a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que levou 4 caminhões cheios de alimentos em solidariedade aos desabrigados. Feijão, arroz, mandioca, abóbora, frutas e outros produtos orgânicos oriundos de assentamentos de São Paulo foram doados e distribuídos para as vítimas do massacre. Interessante observar que, se foi preciso um movimento fazer tal doação, significa que o Estado não cumpriu seu papel de organizar todo um aparato para a população. Diversos juristas apontaram que para executar a liminar da desocupação isto deveria ser garantido.
A situação de barbárie e desumanidade continua, apesar do apoio nacional e internacional. Os abrigos da prefeitura não têm estrutura adequada, as pessoas - que perderam quase tudo - estão dormindo no chão, sem condições dignas. Falta leite, principalmente para as crianças, fraldas, roupas, cobertores... Enfim, coisas básicas para o dia a a dia. 
A CSP-Conlutas lançou uma campanha de apoio financeiro aos ex-moradores do Pinheirinho. A entidade vai centralizar as doações por meio de uma conta bancária para as entidades que queiram ajudar financeiramente. Além disso, esta campanha consistirá também na arrecadação de alimentos, roupas, remédios e material de higiene. 
Instituições variadas também estão realizando campanha de arrecadação de materiais. Qualquer ajuda é bem-vinda, já que a comunidade perdeu tudo. Um brinquedo, por exemplo, pode trazer de volta o sorriso de uma criança. 
Ajude as vítimas do massacre do Pinheirinho!

Doações financeiras:
Banco do Brasil
Agência: 4223-4
Conta Corrente: 8908-7
Central Sindical e Popular Conlutas

Lara Tapety







(Em breve mais fotos da manifestação)


(Clique na imagem acima para acessar o blog do Pinheirinho)