sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Superintendente da FUNAI ignora indígenas e OAB entra nas negociações

Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri aguentam firme a intransigência do superintendente Frederico Campos, que declarou não reconhecer os povos como índios

Por Fran Ribeiro - Primeira Edição

Desde a terça-feira (25) acampados na sede da Fundação Nacional do Índio em Alagoas (FUNAI) na Rua da Praia, no centro de Maceió, os 86 indígenas Xukuru-Kariri e Karapotó-Guariri aguentam firme a intransigência do superintendente da Função, Frederico Campos. O representante órgão no Estado deu declarações à imprensa na última quarta-feira (26) dizendo que não reconhece as famílias que ocupam a sede como índios.

Representante da OAB/AL ouviu as
reivindicações dos índios.
Foto: Fran Ribeiro
A declaração repercutiu entre os movimentos sociais e nesta sexta-feira (28), os indígenas saíram às ruas do centro em protesto contra a apatia de Campos, que nega se reunir com os povos que estão acampados. A caminhada ganhou o apoio dos servidores do sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP), Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e MPU (SINDJUS) e Sindicato dos Policiais Federais (SINDPOFAL) que se mostraram solidários ao movimento.
De acordo com o Cacique Chiquinho, Xukuru-Kariri, da aldeia Monte Alegre que fica há 15 km do centro de Palmeira dos Índios, a ocupação do órgão foi necessária devido a falta de resposta da FUNAI, que até hoje, não cadastrou as dezesseis famílias da aldeia. Sem o reconhecimento, os índios não têm acesso à saúde, educação e saneamento básico.

Mulheres, crianças e idosos
estão dormindo no chão.
Foto: Fran Ribeiro
 “O Frederico quer sentar somente comigo e isso eu sou contra. Nossa aldeia tem muitos problemas e é importante que ele ouça a todos para saber o que realmente acontece”, disse o Cacique à reportagem do Primeira Edição.
Sem o reconhecimento da comunidade de Monte Alegre como aldeia indígena, as famílias não tem como participar dos convênios da FUNAI com o Governo Federal, para desenvolverem as culturas da agricultura, criação de caprinos e a piscicultura, destinados a subsistência da aldeia. Com isso, o povo fica à mercê de doações.
Situação semelhante que acontece com a aldeia Karapotó-Guariri, que fica no povoado de Salubre, no município de São Sebastião. Segundo o Cacique Jorge Bernabé, há quatro anos entregou a documentação na sede da FUNAI, mas até hoje a comunidade não foi reconhecida.
“É engraçado ele dizer que não somos índios. Fomos à Brasília, e lá, na FUNASA [Fundação Nacional da Saúde] nós fomos cadastrados como povo. E como, aqui, não somos?”, indagou o Cacique. “Meu povo é índio. Minha família é o povo. Não tenho medo de afirmar que somos indígenas”, declarou Jorge, mostrando o relatório antropológico feito por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) que comprova que as duas comunidades são provenientes de ramificações dos povos originários.

Cacique Chiquinho mostra
um dos documentos.
Foto: Fran Ribeiro

“O Frederico está nos discriminando. Só vamos sair daqui quando tivermos uma reunião e ele cadastre a gente”, emendou o Cacique Karapotó. Enquanto isso, as 86 pessoas entre mulheres, crianças, homens e idosos, permanecem acampados na sede da FUNAI, dormindo no chão do pátio, dividindo um saco de arroz e um de feijão doados pelo SINDJUS.

OAB interfere nas negociações

O presidente da Comissão de Direito das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL) Aberto Jorge, teve uma longa conversa com os índios na tarde desta sexta-feira (28), na sede ocupada. Betinho disse à reportagem que a Ordem está preocupada com a situação dos dois povos, que estão há anos sem acesso a assistência que é deles por direito, e deve ser garantida pela FUNAI.
Alberto disse ainda, que a intervenção da OAB nas reivindicações dos índios serve de reflexão sobre a atual situação da FUNAI. “Tivemos a ciência de todas as tentativas de acordo entre as partes e que não foram encaminhadas pela FUNAI. A Ordem se inteirou da situação da luta desses povos pelo direto à terra e do reconhecimento deles como índios. Esse último ponto mais sério, pois existe a comprovação a partir de relatórios elaborados por profissionais qualificados”, explicou o advogado.

Durante a reunião dessa sexta-feira, Alberto propôs um encontro entre representantes dos povos Xukuru-Kariri e Karapotó-Guariri, representantes do Ministério Público Estadual (MPE), antropólogos e pesquisadores, além do superintendente da FUNAI, Frederico Campos e a OAB.
“O indicativo é que em quinze dias essa reunião aconteça. Faremos um convite formal a essas pessoas e esperamos que se chegue a uma resolução. É dever da FUNAI legalizar ou não e dar uma definição a essas famílias”, revelou.

Banda instrumental “Nou Jazz” estréia sábado no Trilha do Mar


Mais que uma banda, o Nou Jazz é um projeto que traz para o cenário cultural alagoano um convite para apreciação da música instrumental para além do jazz.
A primeira apresentação pública do grupo vai acontecer neste sábado, 29 de outubro de 2011, no Restaurante Trilha do Mar, com a participação especial do baterista Marcius Campello.
O nome Nou Jazz nasceu como uma alusão aos estilos jazzísticos consagrados, tais como o Cool Jazz e o New Jazz. Entretanto, antes de ser uma negação à clara influência jazzística de seus componentes, o projeto utiliza o mesmo princípio do Jazz Fusion ao unir diferentes características na mesma música.
A prática consiste em misturar elementos e técnicas do jazz a outros estilos musicais como samba, bossa nova, pop, flamenco e algumas vertentes do rock para consolidar uma musicalidade própria, em que todos os participantes contribuam no processo criativo. Para maior aproximação e entendimento do público a essa nova tendência, a turma apresenta temas de melodias nacionais e internacionais conhecidas popularmente.
Os integrantes da banda são Artur Pontes (saxofone), João Rafael (violão e guitarra), Victor Borges (teclados) e Heleno Silva (bateria).
O restaurante Trilha do Mar, como diz o próprio nome, localiza-se a beira mar na praia de Garça Torta, em Maceió-AL. É “um local onde o público saboreia variados pratos, regados com arte da música e manifestações culturais que vão do jazz aos folguedos alagoanos”, como descreve Cristina, responsável pelo negócio.

 
SERVIÇO:
Estréia da Banda Nou Jazz
Onde? Restaurante Trilha do Mar – Garça Torta, Maceió-AL
Quando? Sábado, 29 de outubro de 2011
Horário? 20h
Couvert Artístico? R$10,00
Realização: Projeto Nou Jazz
Outras informações: (82) 9638-9200 / (82) 3324-1979 – Artur
                                  www.myspace.com/bandanoujazz


 
Por Lara Tapety (SRTE/AL nº1340) - Assessoria de imprensa
(82) 9672-8660 / (82) 9305-6290

Ocupantes da FUNAI fazem caminhada nas ruas de Maceió


                Acompanhados por sindicalistas, os índios que ocupam a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), localizada na Rua da Praia, Centro de Maceió-AL, estão realizando uma caminhada até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
                Diretores e alguns filiados do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP), Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e MPU (SINDJUS) e Sindicato dos Policiais Federais (SINDPOFAL) passaram a acompanhar de perto a mobilização dos índios das aldeias Monte Alegre, dissidentes da etnia Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri, da etnia Karapotó-Plakiô.  Para os sindicalistas é consenso que, independente dos conflitos nas tribos, todos ali são índios e precisam do apoio. “O conflito interno deles, eles precisam sentar e resolver, nós fazemos nossa parte garantindo o apoio ao movimento”, disse Jogelson Veras, secretário administrativo do SINTSEP.
                Os índios não pretendem desocupar a FUNAI até que sejam atendidos. Eles aguardam o pedido de reintegração de posse, realizado pelo coordenador do órgão, Frederico Campos.  A justificativa de Campos para não se reunir com os ocupantes não convence.  Segundo ele, Chiquinho não foi reconhecido como cacique pelos representantes da etnia Xucuru-Kariri e teria causado problemas pelas aldeias por onde passou.  A denúncia contra Chiquinho consta num documento entregue ao Ministério Público e à FUNAI. Neste sentido, o coordenador afirma não poder resolver o problema dos ocupantes.
No entanto, estudos de professores da Universidade Federal de Alagoas apontam para o reconhecimento do índio, que há muitos anos já era conhecido como cacique. A situação de Francisco José Lourenço, conhecido como Cacique Chiquinho, é um tanto complicada, porque ele possui desavenças com a etnia que diz fazer parte.
Mas, apesar do impasse a respeito da legitimidade do cacique que reivindica a aldeia Monte Alegre; o outro cacique, o Jorge Barnabé, que também ocupa o local com sua comunidade, é reconhecido pela etnia Karapotó. Portanto, já que a situação do povo Karapotó-Guariri que também ocupa o prédio é diferente, o motivo pelo qual a coordenação da FUNAI se nega a resolver a crise sem a brutalidade de uma reintegração de posse é incabível.
                Aproximadamente 80 índios estão espalhados pelas dependências da FUNAI em Maceió desde quarta-feira, 24, à noite. A situação no local é precária. Há muitas crianças, inclusive de colo, passando fome e dormindo no chão com os pais.


Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
Assessoria de comunicação do SINTSEP-AL
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660




Outras informações:
Cacique Chiquinho – (82) 9943-3919
Jogelson Veras - (82) 9992-9260

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Por dentro da ocupação da FUNAI

Índios posam para foto.

Índia idosa mostra como estão cozinhando
na ocupação.

Indiozinho.

Índia fuma. Crianças posam para foto ao
fundo.

Índiozinhos.

Família de Xucuru-Kariri da aldeia
Monte Alegre

Índio dorme em condições precárias na FUNAI.

Dormindo no chão junto à malas.

Cacique Chiquinho, Xucuru-Kariri, à esquerda,
Cacique Barnabé, Karapotó, à direita.

Ocupantes mantém o local limpo.

Índios radicalizam movimento após declaração do superintendente da FUNAI

Depois de assistir ontem (26) à noite os telejornais locais veicularem a informação de que o superintendente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Frederico Campos, declarou que o órgão não reconhece os ocupantes como índios, os Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri resolveram impedir completamente o funcionamento dos serviços no prédio.
Hoje pela manhã, os funcionários da Fundação se depararam com os índios indignados, munidos de arco e flecha, borduna e tacape em frente ao portão, bloqueando a entrada. Os servidores ficaram sentados na calçada da Rua da Praia.
Em abril do corrente ano, o presidente da FUNAI, Márcio Meira, esteve em Maceió e comprometeu-se em mediar o conflito interno na tribo Karapotó, reconhecendo os índios. A informação foi divulgada em sites de notícias. O que prova que a declaração de Frederico Campos é completamente infundada.
O caso da aldeia Monte Alegre, da etnia Xucuru-Kariri, não é recente e está diretamente ligada ao combate à corrupção. Há cerca de quatro anos a terra - que estava sob domínio do vereador palmeirense Denisval Basílio, o criminoso Val Basílio, indiciado na Operação Carranca e preso - foi retomada pelos índios. Resta apenas o parecer do Tribunal Regional Federal (TRF) para garantir a posse definitiva da propriedade.
Tais informações não são novidades para os gestores públicos, o que parece faltar é vontade política para resolver a problemática e amenizar a injustiça histórica cometida contra as comunidades indígenas alagoanas.
Os índios agora contam com apoio de sindicatos, a exemplo do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Estado de Alagoas (SINDJUS), o qual tem sua categoria em greve. O movimento pretende fazer uma parceria em atividades de reivindicação.
Eles estão realizando um Ato Público, que passou pelo Palácio do Governo e seguiu para a Assembléia Legislativa de Alagoas. Em seguida, retornarão à FUNAI.
Segundo o Cacique Chiquinho, mais índios estão chegando dos municípios de Palmeira dos Índios e São Sebastião. “A situação está precária aqui. O pessoal está dormindo no chão, tem crianças e idosos, e ainda vai chegar mais gente”, disse.


Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
Assessoria de comunicação
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660



Outras informações:
Chiquinho – Cacique Xukuru-Kariri – (82) 9943-3919

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FUNAI em Maceió é ocupada novamente por índios

Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri querem saúde e educação nas aldeias

                Ontem (25) à noite, por volta das 20h, aproximadamente 80 índios das tribos Xucuru-Kariri, da aldeia Monte Alegre, e Karapotó , da aldeia Guariri, ocuparam a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Maceió.
                A pauta é semelhante a dos “parentes” que ocuparam o órgão na semana passada, está ligada a demarcação das terras indígenas. Eles reivindicam a oficialização das aldeias, para ter acesso a assistências de saúde e educação. De acordo com o Cacique Chiquinho, estão dependendo de um parecer jurídico para resolver o impasse.
                O clima foi tenso hoje pela manhã, quando os ocupantes entraram em conflito com dois funcionários, que não aceitavam o movimento no local. O trânsito está sendo interrompido durante alguns momentos do dia nas intermediações da Av. Buarque de Macedo, especialmente na Rua da praia, Centro.  Enquanto isso, os índios aguardam uma reunião com o superintendente ainda hoje.
                A etnia Xucuru-Kariri é dividida em 9 aldeias no município de Palmeira dos Índios; já a Karapotó, em 3 aldeias, no município de São Sebastião.
                Os ocupantes pedem a compreensão do povo da capital alagoana, ao tempo que estão em campanha por alimentos, já que há crianças, adultos e idosos carentes disso no local.

Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660


Outras informações:
Cacique Chiquinho – 82 9943 3919

sábado, 22 de outubro de 2011

Encerrada a 15ª Feira Camponesa com saldo positivo de comercialização de alimentos e participação do público

Todas as mesas foram ocupadas durante as atrações
noturnas de ontem, 21 de outubro. Foto: Lara Tapety
Os 115 trabalhadores rurais que participaram da 15ª Feira Camponesa devem ter retornado aos acampamentos e assentamentos acompanhados pela instituição organizadora do evento, a Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, com um sorriso no rosto. Isto porque a Feira foi um sucesso de vendas e participação do público nas atrações.
Durante três noites a Praça da Faculdade ficou lotada. Os bingos e as atrações culturais Forró Nó Cego, Papel no Varal, Guila Gomes, Wilma Araújo e Pinóquio do Acordeom alegraram os participantes do evento. Não sobrou uma cartela nos bingos da cabra e do bode, todas foram vendidas.
 Na manhã deste sábado, 22, algumas pessoas ainda pechinchavam com os feirantes para adquirir o pouco de alimentos que restava. Agora, aqueles que aproveitaram a oportunidade estão com a mesa farta. Quem não soube aproveitar, fica para a próxima.

David, funcionário da Gazeta, foi o ganhador do
Bingo do bode de ontem à noite. Foto: Lara Tapety

Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Wilma Araújo e Pinóquio do Acordeom encerram programação noturna da 15ª Feira Camponesa

Evento acaba amanhã, 22, com o resultado de mais de 226 toneladas de alimentos comercializados

Muita tapioca e goma foi vendida na Feira.
             A programação noturna da 15ª Feira Camponesa vai ser encerrada nesta sexta-feira, 21, a partir das 19h, com a apresentação da cantora Wilma Araújo e do forrozeiro Pinóquio do Acordeom e sua banda. Além dos shows, haverá o último bingo de um bode.
            O repertório dos dois artistas, recheado do forró tradicional, dialoga com a cultura camponesa. Wilma vai interpretar uma seleção de canções de famosos do ritmo, a exemplo de Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, João Silva, Cecéu, Jorge de Altinho e Elba Ramalho. Já Pinóquio, toca músicas próprias, composições de Kara Véia e outros forrós pés-de-serra antigos.
            Até o início da tarde de hoje a equipe formada por técnicos agrícolas, biólogo e engenheiras agrônomas contabilizou 226,963t (duzentos e vinte e seis toneladas e novecentos e sessenta e três quilogramas) de produtos comercializados. Entre os mais vendidos estão: laranja, banana, inhame, abacaxi, abóbora, melancia e frango. Mais de 70.000kg (setenta mil quilogramas) de laranjas e 55.000kg (cinquenta mil quilos) de bananas foram diretamente do campo para as casas dos maceioenses.
            O evento acaba amanhã. Quem ainda não compareceu tem até o meio dia para aproveitar a oportunidade de adquirir alimentos orgânicos produzidos nos acampamentos e assentamentos acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Estado.


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)
(Texto e foto)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trabalhador rural recebe hoje na 15ª Feira Camponesa prêmio de melhor produtor

Camponês José Elias arruma sua barraca sem saber
que será premiado à noite. Foto: Lara Tapety

CPT vai entregar o Prêmio José Silvestre Ferreira a um feirante na noite desta quarta-feira, 20 de outubro

            Será entregue durante a programação noturna de hoje, 20, na 15ª Feira Camponesa, o Prêmio José Silvestre Ferreira, criado pela Comissão Pastoral da Terra há dois anos em homenagem um assentado que fez história na luta pela reforma agrária em Alagoas.
            José Elias dos Santos, pai de 8 filhos, dos quais 3 contribuem com o trabalho na roça, vai ser o premiado da vez. No seu lote de apenas 6 hectares no assentamento  Jubileu 2000, localizado no município de São Miguel dos Milagres, litoral alagoano, José Elias possui uma diversidade impressionante de produtos sem agrotóxicos.  Além da plantação de banana, melancia, laranja, mamão, maracujá, macaxeira e outros alimentos, o assentado tem piscicultura e suinocultura.
Para estimular seu trabalho, o camponês vai ser premiado com um kit de irrigação e uma bomba, que vai facilitar a produção na área de encosta. “Ele vai receber o prêmio por ser o agricultor que mais se enquadra no sistema de produção agro ecológico”, disse Agberto Ferreira, membro da equipe de assistência técnica da Pastoral da Terra.
Para Carlos Lima, coordenador estadual da CPT, a realização desta atividade é uma forma de incentivar e qualificar ainda mais a produção dos trabalhadores acompanhados pela instituição. 
As atrações culturais do evento hoje começam com a entrega do prêmio às 19h. Na sequência, haverá a banda Forró Nó Cego, o bingo de um carneiro e a apresentação do cantor Guilla Gomes.



Outras informações: 9126-1532 (Heloísa) / 9127-5773 (Carlos)


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aberta oficialmente a 15ª Feira Camponesa


Governo do Estado, Incra e Movimentos Sociais marcaram presença na solenidade

Solenidade de abertura na 15ª Feira Camponesa. 

 A chuva da manhã de hoje, 19, veio para “batizar” a 15ª Feira Camponesa, onde são comercializados alimentos produzidos por trabalhadores rurais de todas as regiões de Alagoas até sexta-feira, 22.
O evento organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) teve sua abertura oficial com a participação de representantes do Governo do Estado, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) na mesa.  Durante a solenidade, a camponesa Maria José Cavalcanti contou ao público a realidade e a importância da produção de alimentos orgânicos nos acampamentos e assentamentos. Ela destacou a variedade de alimentos da Feira. “A gente vem para mostrar a sociedade alagoana que é possível”, disse Maria.
Além dos camponeses, sindicalistas e professores - parceiros da luta pela reforma agrária - também estiveram na abertura.  Entre as entidades de classe, registraram a presença a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTEAL). Do Governo Estadual, compareceram secretários da Agricultura, Educação, da Articulação Social e o secretário- chefe do Gabinete Civil.
Alguns destaques das atrações diurnas na Feira promovida pela CPT são a Casa de Farinha e o Restaurante Camponês. Hoje e amanhã tem buchada e galinha velha com sabor especial de comida da roça. A programação noturna conta com shows no palco montado no local do evento, a Praça da Faculdade, no bairro Prado.


SERVIÇO
15ª Feira Camponesa
Onde? Na Praça da Faculdade
Quando? De 19 a 22 de Outubro de 2011
Horário? 6h às 22h
Entrada gratuita
Realização: CPT-AL
Outras informações: 9126-1532 (Heloísa) / 9127-5773 (Carlos)


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)
(Texto e foto)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

15ª Feira Camponesa está chegando à praça da faculdade com mais alimentos saudáveis para a população maceioense

Cartaz publicitário da 15ª Feira Camponesa. Design gráfic@: Lara Tapety

Aproximadamente 100 variedades de produtos são comercializadas no evento organizado pela CPT

Começa nesta próxima quarta-feira, 19, com o tema “Plantar, colher e repartir”, a 15ª Feira Camponesa, onde serão comercializadas mais de 200 toneladas de alimentos produzidos em acampamentos e assentamentos alagoanos. A solenidade de abertura vai acontecer às 8h, com um café da manhã camponês. Autoridades, sindicalistas e outros parceiros da luta pela reforma agrária foram convidados.
Além das 115 barracas padronizadas contendo alimentos sem agrotóxicos e animais à venda, a feira também conta com outras atrações: Casa de Farinha, restaurante camponês, exibição de filme e apresentações de bandas. O público pode adquirir farinha quentinha feita na hora na Casa de Farinha que já se tornou tradição no evento. No restaurante, buchada, galinha velha, carne de sol, macaxeira e bode são alguns destaques do cardápio de comidas típicas do campo.
Para a organização, a feira reflete a viabilidade de uma verdadeira reforma agrária, bem como a importância da agricultura camponesa. De acordo com Heloísa Amaral, agrônoma da Comissão Pastoral da Terra (CPT), agricultores e familiares oriundos de todo o Estado vão apresentar a população o resultado do trabalho desenvolvido diariamente nos acampamentos e assentamentos. “Pessoas de todas as regiões estão vindo trazer sua produção para comercializar na feira. Na última vez que fizemos a contagem foram 96 variedades de produtos”, disse.
O evento é promovido pela CPT, com o apoio do Governo do Estado, Banco do Nordeste e Misereor, uma obra episcopal da Igreja Católica da Alemanha para a cooperação ao desenvolvimento. O evento acontece até sábado, 22, das 6h às 23h, na Praça da Faculdade, no bairro do Prado, em Maceió.

SERVIÇO
15ª Feira Camponesa
Onde? Na Praça da Faculdade
Quando? De 19 a 22 de Outubro de 2011
Horário? 6h às 22h
Entrada gratuita
Realização: CPT-AL
Outras informações: 9126-1532 (Heloísa) / 9127-5773 (Carlos)


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)

 Panfleto da 15º Feira Camponesa (frente e verso). Design gráfic@: Lara Tapety 

domingo, 2 de outubro de 2011

Na correria, só dá tempo para "Ctrl C" e "Ctrl V"

Nos últimos dias não consegui atualizar este blog por uma série de motivos. Mas, para não deixar tudo parado, vai um Ctrl C + Ctrl V que vale a pena ler!

Lara Tapety


FELICIDADE

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o"

Fernando Pessoa