segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E o salário ó! Mínimo entra em vigor amanhã.



O senado aprovou, a presidenta petista sancionou e amanhã está valendo a esmola para os trabalhadores, denominada salário mínimo.
Durante a campanha, falava-se em R$600,00 (seiscentos reais); depois, R$540,00 (quinhentos e quarenta); já a proposta das centrais sindicais governistas (CUT, CGTB, CTB e Força Sindical) supostamente era R$580,00 (quinhentos e oitenta). No final das contas o foi definido o valor de R$545,00 (quinhentos e quarenta e cinco). Até parece que isso não estava definido mesmo antes da campanha!
Seria interessante que esses picaretas provassem o sabor de viver com essa esmola. É óbvio que jamais os parlamentares vão aprovar o salário mínimo para eles mesmos. Enquanto dão um reajuste de 4,5% para o povo; dobram os próprios salários nas caladas das noites.

Afinal, o que é o salário mínimo? Mínimo para quê? Mínimo por quê?

O tal do salário mínimo não garante sequer que as pessoas tenham acesso aos mínimos direitos sociais e constitucionais. A realidade é que para uma pessoa ter o mínimo de qualidade de vida, precisa ganhar pelo menos R$2000,00 (dois mil reais). E não é preciso uma grande pesquisa para confirmar isso, apesar de existir, basta ir a um supermercado fazer a feira mensal para uma família pequena.
Aí alguns vão dizer que aumentar o salário a esse ponto seria um problema muito grande para a economia. Têm toda razão. Inflação, desvalorização da moeda, crise. É isso mesmo. E daí? Se o sistema não consegue se manter vivo, morra.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Inscrição

Flor em Pão de Açúcar. Por Lara Tapety

 Sou entre flor e nuvem
estrela e mar
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?

Não encontro caminhos
fáceis de andar
Meu rosto vário desorienta
as firmes pedras
que não sabem de água e de ar

E por isso levito.
É bom deixar 
um pouco de ternura
e encanto indiferente
de herança, em cada lugar


Cecília Meireles

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Suavíssima

Pôr do Sol em croa no Velho Chico. Por Lara Tapety
 
Os galos cantam, no crepúsculo dormente...
No céu do outono, anda um langor final de pluma
Que se desfaz por entre os dedos, vagamente...

Tudo se apaga, e se evapora, e perde, e esfuma...
Fica-se longe, quase morta, como ausente...
Sem ter certeza de ninguém... de coisa alguma...

Tem-se a impressão de estar bem doente, muito doente,
De um mal sem dor, que se não saiba nem resuma...
A alma das flores, suave e tácita, perfuma
A solitude nebulosa e irreal do ambiente...

Os galos cantam, no crepúsculo dormente...
E silenciosos, como alguém que se acostuma
A caminhar sobre penumbras, mansamente,

Meus sonhos surgem, frágeis, leves como espuma...
Põem-se a tecer frazes de amor, uma por uma...
E os galos cantam, no crepúsculo dormente...


Cecília Meireles

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Wado nota 10. Banga Bar nota 0.


Wado e Bloco dos Bairros Distantes
no palco do Banga Bar

Atrás do Bloco dos Bairros Distantes
"só não vai quem já morreu" 

A noite do último sábado no bairro Jaraguá começou um tanto parada, mas o quadro foi mudando durante a madrugada. Quem chega até 23h nos bares e casas de show fica observando o movimento na expectativa da animação começar. 
Na escadaria do prédio histórico da Associação Comercial, o público aguardava Wado e Bloco dos Bairros Distantes. Como havia poucas pessoas no local, parecia que o show ia "miar" - o que felizmente não aconteceu.
Por volta das 00h o espaço do palco no Banga Bar foi aberto. Wado, com uma máscara de caveira e capa de vampiro e toda sua turma caracterizada, fez seu som romper com a "morgação" dos que não estavam no balanço da festa.
O repertório mesclou músicas do artista e alguns covers (Gilberto Gil, Caetano Veloso, Carlinhos Brown e outros) típicos para época. Mais marchinhas fizeram falta para caracterizar melhor a idéia de bloco carnavalesco. Não era bem um bloco, mas está valendo.
A atração fez seu papel. Quem estava animado achou tudo animado; quem estava desanimado, achou desanimado. Afinal, a animação está nas pessoas e não depende necessariamente do ambiente. 

Wado durante o show
 A fumaça

Em meio ao som agradável, a fumaça dos cigarros em pleno ambiente fechado e climatizado incomodava os olhos de quem gostaria de ver a banda com nitidez.  Um total absurdo e desrespeito aos que optam por uma vida saudável.
Vale lembrar que desde 1996 existe uma lei que restringe o uso e a propaganda de produtos fumígeros. A Lei 9.294, de 15 julho, proibe o "uso de cigarros, cigarrilhas, charutos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salva em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente" (Art.2º).
Nesse ponto, a produção do evento e o Banga Bar decepcionaram. Porém, isso não se restringe ao Banga. Maceió ainda não acordou para o bom senso de fazer valer a proibição de fumar em ambientes fechados.
Durante e quando saí do show, percebi meus olhos ardendo e o fedor de cigarro por toda parte, da ponta dos pés até o último fio de cabelo, e se brincar, até nas roupas de dentro.

E a fome bateu

Madrugada adentro, fome batendo e nada de comida. Nem um amendoim torrado, nem caldinho de feijão. Nada. O Banga Bar só oferecia bebidas em seu cardápio. Quem ficou com fome, teve que sair para lanchar fora. Talvez o pensamento seja: - Vocês estão aqui para curtir e não para comer! 
Se essa for a idéia, acredito que o público curtiu, mas os estômagos não.

Texto e fotos: Lara Tapety

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

[Sugestão Cultural] Prévia Carnavalesca com WADO


Amanhã será o terceiro e último dia do show do Wado e Bloco dos Bairros Distantes na prévia carnavalesca do Jaraguá - Maceió/AL. O evento acontece no Banga Bar (em frente à Associação Comercial).
O artista alagoano de coração possui cinco CDs com diferentes estilos Wado de ser. Os dois primeiros discos, "O Manifesto da Arte Periférica" (2001) e "Cinema Auditivo" (2002), têm um conteúdo mais instrumental; a partir do terceiro, "A Farsa do Samba Nublado" (2004), o som eletrônico começa a penetrar nas músicas e; os dois últimos "Terceiro Mundo Festivo" (2008) e "Atlântico Negro" (2009) foram invadidos pelas batidas de computador.Quem prefere o bom e velho violão na certa deve gostar mais das obras do início da carreira de Wado. 
Apesar de ser admiradora do artista, não posso negar que o Terceiro Mundo Festivo foi uma decepção, a começar pela tal da "Teta" - um funk que poderia não ser vulgar só porque é funk! No começo foi frustrante escutar palavras de baixo calão sair da boca de um cantor aparentemente doce. Com o tempo, consegui digerir, e hoje até que fica difícil não se mexer um pouquinho quando a música toca.
Calma. Muita calma nessa hora. É claro que gostei de algumas músicas do CD. Mas, se antes, escutava todas com o maior prazer e ótimas sensações, agora a coisa mudou.
O "Atlântico Negro", muito elogiado pelos críticos, também não me agradou como os primeiros. Dizem que o segundo filme nunca é tão bom como o primeiro, imagine o quinto! Acho que o efeito em relação aos discos foi mais ou menos assim.Com o tal do diálogo entre África e Américas, o último CD do Wado misturou tantos ritmos que a reinvenção pareceu apelação. Soou para mim como um grito não apenas para que as pessoas valorizem suas origens, mas que valorizem também o que é novo, mesmo que não tenha muito sentido. É estranho, ao mesmo tempo interessante, um branco cantar afoxé. Fico imaginando Wado, o Zumbi branco!
Recentemente, o artista criativo vem com um repertório especial para a época. Alguns andam elogiando por aí. Vamos ver no que dá.

Ah! Quase esqueci de falar: o ingresso do show custa R$25,00!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alagoas tem carnaval de rua!

Quem acha que Alagoas não tem carnaval tradicional está enganado/a. Todo mundo conhece os carnavais praieiros com a poluição sonora das bocas de som nos carros em frente a cada casa das cidades. O barulho ensurdecedor dos pagodes, músicas bestas e vulgares da moda escondem o tradicional carnaval dos blocos de rua.
O carnaval “moderno” tosco, com o apelo sexual e/ou machista não deixa de ser carnaval, já que a palavra se refere à época e não exatamente a forma como acontece. Trata-se de uma festa instituída para que as pessoas possam se esbaldar com comidas (etc) antes que chegue o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma.
Porém, cristão ou não, o carnaval original é o da cultura popular. A festa tradicional sim permite que todos se divirtam numa brincadeira nem tão inocente, nem tão inconsequente.
Além das prévias carnavalescas que acontecem em Maceió, no Jaraguá Folia, também são realizados blocos de rua em diversos bairros da capital e também no interior do Estado
Este blog vai tentar divulgar alguns blocos de rua barreiros, na medida do possível, já que isso tudo é muito “apagado” em Alagoas.

JARAGUÁ FOLIA

Faltam menos de 10 dias para o Jaraguá Folia 2011. Os preparativos para os pólos dos blocos estão a pleno vapor. A festa acontece no dia 25 de fevereiro no bairro histórico. 137 blocos foram cadastrados e espera-se a circulação de aproximadamente 40 mil pessoas nas estreitas ruas do Jaraguá.
O Jaraguá Folia também tem atrações em palcos, que foram montados na Praça Dois Leões, no Largo dos Pombos (Mercado de Jaraguá) e na Praça Marcílio Dias (em frente à Capitania dos Portos).  O palco da Marcílio Dias será um carnaval alternativo, com o Projeto Grito do Rock.


Confira a programação do Jaraguá Folia:
  • Rua Sá e Albuquerque - 20 h - Desfile de Blocos
  • Palco montado na Praça Dois Leões - 21 h – Conjunto Musical / 23 h - Orquestra de Frevo
  • Palco montado na Praça Marcílio Dias - 21 h – Grito do Rock
  • Palco montado no Largo dos Pombos (atrás do Mercado de Jaraguá) 19:00h – Abertura / 19:30h – Bumba-meu-boi / 20:00h – Poesia Musicada no Pandeiro / 20:30h – Grupo Nega da Costa / 21:10h – Bloco Jaraguá é o Bicho / 21:40h – Escola de Samba Unidos do Poço / 22:00h – Maracatu Baque Alagoano

APAPIRACA

Os blocos de rua de Arapiraca vão desfilar um dia depois do Jaraguá Folia, 26 de fevereiro. No Lago da Perucaba, ponto final dos blocos, vai acontecer o Grito do Rock Arapiraca, produzido pelos coletivos Popfuzz e Zuvido. A partir das 17h vão se apresentar bandas de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

ATALAIA

Vai acontecer no domingo de carnaval (06/03) um dos melhores blocos carnavalescos do município de Atalaia. O Bloco Doido Fujão vai sair da Praça do Girador, às 10h com grandes atrações.
A revelação do carnaval de 2010 este ano vai contar com orquesta de frevo, vários bonecos de Olinda, Boi Bumbá, carros alegóricos e a presença de Rei Mômo, Mestre Sala e Porta Bandeira. Os abadás estão a venda no valor de R$15,00 (quinze reais).
Organizadores: Marcos da Sucam, Cicinho (Doido Fujão), Nado do SAAE. Contato: 9960-5239 / 9150-6511

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Reunião ao invés de protesto no MTE em Alagoas

Possibilidade de paralisação não está descartada

            O protesto previsto para última quarta-feira (09/02) deu lugar a uma reunião entre diretores do SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho), do SINTSEP/AL (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado de Alagoas) e servidores do Ministério do Trabalho e Emprego no Estado. Eles reuniram-se na sede do MTE em Maceió para discutir sérios problemas que estão sendo enfrentados nas agências.
Segundo informações do SINAIT, a presidenta Rosângela Rassy, reuniu-se com auditores fiscais do trabalho e servidores administrativos na sede da SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego), numa sala apertada e mal iluminada, cujo acesso se dá por uma escada íngreme ou por um elevador inseguro e que estava interditado até um dia antes. Ela ouviu deles o relato dos fatos que estão prejudicando o trabalho da fiscalização e o atendimento ao público. Os auditores e servidores estão, literalmente, pedindo socorro.
Consta no site do sindicato nacional que os graves problemas vão desde as péssimas condições físicas do prédio da Superintendência (infiltrações nas paredes, mobiliário quebrado e amontoado, problemas nas instalações elétricas, reformas não concluídas, espaço insuficiente, elevador que oferece perigo aos servidores e ao público, pisos quebrados, banheiros interditados e iluminação deficiente) a graves questões administrativas, como o uso indevido de carros da fiscalização pelo Superintendente, sucateamento de veículos, casos de assédio moral, recursos financeiros não utilizados e devolvidos.
A situação global está afetando profissional e emocionalmente todos os servidores do órgão. Os auditores fiscais relataram que há muitos casos de adoecimento e afastamentos, e a terceirização continua muito forte no órgão. Rosângela pôde constatar pessoalmente as condições degradadas do prédio que abriga a SRTE/AL, agravadas pela atitude negligente do atual Superintendente, que não é servidor de carreira e ocupa o cargo por indicação política.
O quadro já é conhecido das autoridades do Ministério do Trabalho e Emprego, denunciado pelo SINTSEP, SINAIT e pelos próprios servidores. Outros órgãos a exemplo do Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União também já foram informados. Nenhuma providência, até agora, foi tomada para solucionar os graves problemas.
O protesto foi cancelado porque a presidente do SINAIT informou que já havia conversado com o ministro sobre o assunto. A Rosângela recebeu documentos que retratam a situação e comprometeu-se com a categoria a buscar soluções. Uma providência imediata será o pedido de exoneração do atual Superintendente da SRTE/AL Caso não haja flexibilidade por parte do ministério, não está descartada a possibilidade de um protesto.

Links relacionados a este release:
http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=100141
http://cadaminuto.com.br/noticia/2011/02/07/caos-e-destruicao-do-mte-geram-prostesto-de-servidores
http://www.cidades10.com.br/home/?p=15787
http://www.sinait.org.br/noticias_ver.php?id=2682
http://www.reporterbrasil.org.br/clipping.php?id=1505

Mais informações:
Cássio Magalhães – (82) 8867-9034 / 9995-9423 / Gerson Camarada – (82) 9616-6965


                Lara Tapety P. Cavalcanti
Assessoria de comunicação – SINTSEP/AL
Jornalista MTE1340 / Relações Públicas
(82) 9305-6290 / 8874-0485 / 9672-8660

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O mundo

O mundo é uma coleção
De pequenas desgraças,
Que estão presentes em nossas vidas
Que nos fazem rir...
As desgraças são eternas
E os risos também.

Francélio Figueredo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CUT freia movimento dos servidores do MTE em Alagoas


Apesar da situação caótica no Ministério do Trabalho e Emprego em Alagoas, os servidores - com um empurrão para trás da Central Única dos Trabalhadores (CUT) - decidiram não fazer o protesto previsto para hoje. 
Inicialmente, o Sintsep (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) havia programado um Ato para segunda e adiou para esta quarta-feira, contando com a chegada de Rosangela Rassy, presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, que reforçaria o movimento. Porém, segunda-feira à tarde a CUT, através de um dirigente do Sindprev (Sindicato dos Trabalhadores da Previdência Social), fez uma reunião com alguns servidores do ministério, que freou qualquer possibilidade de organização da categoria contra o sucateamento do órgão e os desmandos de seu superintendente. A reunião contou com a presença do coordenador geral do Sintsep, filiado à Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), convocado supostamente de última hora. Foi decidido que a categoria vai encaminhar um ofício ao superintendente e, caso as reinvindicações não sejam atendidas, pretende discutir um protesto após o dia 16 de fevereiro, data prevista para lançamento da campanha de lutas de 2011. Enquanto isso, tudo parado. Depois disso, tudo enrolado.
Não é a primeira vez que a CUT inviabiliza mobilização da turma do MTE. Ano passado, várias foram as vezes que os trabalhadores desistiram de paralisações, foram enganados com falsas expectativas e conquistas fictícias (criação de Grupos de Trabalhos que não avançam, apenas servem para travar o movimento; reuniões e mais reuniões que nada definem). O representante da Central governista e corrupta, ao que parece, tem "o rabo preso" com o superintendente, e sempre se reúne com os trabalhadores com objetivo claro que travar a luta e enrolar a categoria para que a situação continue na mesma.
O clima na Superintendência do Trabalho e Emprego no Estado é horrível, insatisfação e medo se misturam com a estética do abandono. Questionada sobre a situação no local, uma servidora diz que não agüenta mais trabalhar na repartição e que pretende fazer concurso para outro órgão.
Não é possível que os trabalhadores e trabalhadoras não percebam nunca que CUT e Governo do PT estão enrolando todas e todos!
Não é possível que esse povo desista de lutar pelos seus direitos enquanto as lideranças negociam na calada da noite, tomando uísque importado e enchendo os bolsos de dólares e euros!

Obs: O conteúdo deste texto expressa a opinião da autora e não do sindicato onde presta serviço. A ética profissional não impede que ninguém expresse sua opinião, mais que isso, sua indignação.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

[Sugestão Cultural] Filmes "Árido Movie" e "Requiem para um sonho" no Bom Bar


Os filmes "Árido Movie" (nacional) e "Requiem para um sonho" (internacional) vão ser exibidos amanhã (terça-feira, 08/02/2011) no Bom Bar (antigo Casa Amarela), situado na Rua Pio XII,s/n, Jatiúca, Maceió/AL.
"Árido Movie" é um drama pernambucano produzido em 2006, sob direção de Lírio Ferreira. O filme fala a história de um jornalista que mora em São Paulo e retorna à sua terra natal, no interior no nordeste, para o enterro de seu pai, que foi assassinato. Lá ele encontra uma parte da família que não conhecia, e que lhe cobra que se vingue da morte do pai.
"Réquiem para um sonho" ou "A vida não é um sonho" também é um drama, mas de origem estadudinense de 2000. O roteiro é uma adaptação do livro escrito por Hubert Selby Jr, publicado em 1978. A obra descreve diferentes formas de vícios, conduzindo os personagens ao aprisionamento em um mundo ideal, que então é comado e devastado pelo mundo real.
Palmas para o pessoal do Bom Bar! Tal iniciativa deve ser valorizada e parabenizada, visto que a capital alagoana é carente de cultura, especialmente audio-visual.


Veja abaixo a RESENHA CRÍTICA DO FILME "ÁRIDO MOVIE" 
por Marcelo Hailer - marcelo.hailer@gmail.com  

CRÍTICA: ÁRIDO MOVIE - Recife não tem apenas despontado como foco de inovação musical, pois, foi de lá que surgiu o movimento Mangue Beat, que gerou Chico Science – que já nos deixou -, a Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Otto etc. É no cinema também, que mostra a sua força, criatividade e ousadia.
Ousado. Não há palavra melhor para definir esta obra lisérgica que é “Árido Movie”, dirigido por Lírio Ferreira. O lisérgico aqui é no sentido positivo da palavra, em expandir a mente e suscitar idéias em nossa mente, a lisergia está na história e no desenvolvimento da mesma, os diálogos são excelentes e profundos.
O ponto de partida é a morte do pai, Lazaro (Paulo César Pereiro), de Jonas (Guilherme Weber) , que vive em uma longínqua cidade do Recife, Jonas não vê o pai e a cidade há vinte e cinco anos. Mas todos os vêem diariamente, pois este é jornalista do tempo em um famoso telejornal. Agora há de retornar para velar o corpo de quem o gerou. Estes são os cinco minutos iniciais da obra.
A partir daí é estrada e aridez, como o próprio título da película indica, o tom laranja e as paisagens bucólicas tomam conta do enredo. E é nessa caminhada que Jonas começa a entrar em conflitos existenciais do tipo, se sentir um personagem de ficção dentro de sua própria história, como se a cidade de seu pai ou o próprio nunca tivessem existido.
Antes de pegar a estrada, Jonas vai ao Recife, reencontra amigos da faculdade e a mãe (Renata Sorrah). Os amigos de Jonas são personagens a partes, um trio de figuras, destaque para o personagem de Selton Mello, figuraça, em uma das cenas mais inusitadas, ele nos dar uma aula de com se bolar um baseado. É hilário.
Na estrada para a cidadezinha, nosso personagem encontra Soledad (Giulia Gam), que está fazendo um documentário sobre focos religiosos da região e o objetivo mor da documentarista é gravar uma entrevista com o Sr. Meu Velho, uma espécie de messias da região, interpretado por ninguém menos que Zé Celso Martinez, sim, ele mesmo, o mestre do Teatro Arena de São Paulo.
Bom, não vou contar mais nada, mas antes de finalizar, destaque para a trilha sonora do filme, produzida por Otto, que além de assinar a produção musical incluiu canções próprias, que casaram perfeitamente com o clima e a fotografia do filme. A paisagem natural em si, já é uma fotografia alucinante para os nossos olhos.
Desconcertante né? Mas é todo esse enredo complexo, denso, com varias personagens e histórias que dá o tom do filme, quem já viu Amarelo Manga, de Cláudio Assis, sabe do que falo. Mas vá assistir esse excelente filme, tudo de alguma maneira se encaixa, mesmo que seja de forma contundente e alucinógena.

Gênero: Drama
Duração: 115 min.
Ano: Brasil - 2006
Distribuição: Europa Filmes / M.A. Marcondes
Direção: Lírio Ferreira 

Caos e destruição do MTE geram protesto de servidores

Trabalhadores denunciam desmonte do órgão e pedem exoneração do superintendente por perseguição política

Por trás da SRTE em Maceió
            A partir de 7h da manhã de quarta-feira (09/02), os servidores do Ministério do Trabalho e Emprego em Alagoas vão realizar um protesto devido às péssimas condições de trabalho e atendimento à população e à perseguição causada pelo superintendente do órgão.
            O Ato estava previsto para hoje, mas foi adiado para somar forças com a presença de parceiros do movimento, a exemplo da presidenta do Sindicato Nacionao dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosangela Silva Rassy, que chega a Maceió no dia da atividade.
            As agências da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) no Estado estão um caos, segundo os trabalhadores.  Infiltrações nas paredes e nos tetos, pisos quebrados, equipamentos sem funcionamento, entulhos por todas as partes, banheiros sem condições de uso, carros com falta de manutenção são alguns dos problemas notáveis a qualquer pessoa que visite os locais. Além disso, a maioria das agências está sem vigilância no período diurno, principalmente nos finais de semana e feriados, o que facilita os furtos e a depedração do patrimônio público.
            O SINTSEP/AL averiguou que 28 automóveis estão amontoados na garagem, situada na Rua Santos Pacheco, n°235, Centro, Maceió-AL. Os carros estão sem funcionamento por falta de manutenção, inclusive, existe uma caminhonete S10 completamente desmontada.
            O desmonte do órgão não está apenas na infra-estrutura, mas também na prestação de serviço à comunidade. A emissão das Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) está demorando de 2 a 3 meses na sede, em Maceió. Já em Palmeira dos índios, a população ficou 3 meses sem o direito de emitir o documento e atualmente sem emissão. Além disso, há 4 anos a agência não dá entrada ao seguro desemprego. Em Maragogi, não tem emissão de CTPS por falta de manutenção na impressora. Em Santana do Ipanema, por falta de tinta no equipamento, e no momento, não está sendo dada entrada em seguro desemprego porque a chefia está em férias e não há substituto. No município de União dos Palmares, o atendimento é suspenso quando chove, devido às infiltrações e goteiras. Na delegacia regional, em Arapiraca, o atendimento para emissão de CTPS é de 20 a 25 dias para recebimento, apenas quando existe tinta na impressora. O mesmo acontece em Atalaia.
            Além do caos no órgão, em vários estados do país os servidores denunciam a ocorrência de assédio moral. A perseguição em Alagoas se destaca com o superintendente Heth César, que é denunciado por criar comissões e processos administrativos para coibir a participação dos trabalhadores em atividades da categoria. Heth César chegou a lançar uma Portaria que proíbe os servidores de participarem de assembléias e, inclusive, restringe o direito de ir e vir do pessoal. De acordo com os servidores, até a internet foi censurada para maioria, podendo ser utilizada apenas de 12h às 13h.
            O Sintsep/AL vai montar uma tenda em frente à sede do MTE no Estado, com faixas e banner com fotos que retratam a degradação do órgão. Além disso, pretende dialogar com a população sobre o assunto e realizar uma atividade que chame atenção do Governo para mudar tal realidade. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas é situada na Rua do Livramento, n°91, Centro, Maceió.


Sala de atendimento da agência de Palmeira dos Índios

Agência do MTE em Atalaia

Mulheres com crianças de colo aguardam atendimento
em pé na fila do MTE em Arapiraca

Infiltração no teto da agência de União dos Palmares

Público em frente a agência de Arapiraca

Piso da SRTE na capital do Estado


Mais informações:
Gerson Camarada – (82) 9616-6965 / Cássio Magalhães – (82) 8867-9034 / 9995-9423

            Texto: Lara Tapety P. Cavalcanti
Assessoria de comunicação – SINTSEP/AL
(82) 9305-6290 / 8874-0485 / 9672-8660

Fotos: Cássio Magalhães
Secretário de Imprensa e Comunicação - SINTSEP/AL
(82) 8867-9034 / 9995-9423

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011