quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Trabalhadores de Alagoas relembram mortes no campo


Casos de assassinatos de Sem Terra, impunes até hoje, foram o mote do grande ato que percorreu o município de Atalaia

Na manhã desta terça-feira (29/11), na passagem do Dia Estadual de Luta Contra Violência e Impunidade no Campo e na Cidade, aproximadamente 1000 trabalhadores rurais de toda Alagoas marcharam pela cidade de Atalaia (45 km de Maceió) num grande ato em memória daqueles que tombaram na luta pela Reforma Agrária. A data ganhou esta conotação a partir da morte de Jaelson Melquíades, que foi brutalmente executado com cinco tiros em 29 de novembro de 2005 quando se deslocava de moto do então acampamento Ouricuri III (hoje, assentamento Jaelson Melquíades) para a casa de sua mãe no assentamento Timbó.
Os Sem Terra protestaram contra a truculência dos coronéis do latifúndio, acobertados pela impunidade e ineficácia do Poder Judiciário e polícia. Soma-se à violência e à impunidade, a não realização da política constitucional de Reforma Agrária, que possibilitaria vida digna com trabalho, renda e alimentos saudáveis para as famílias beneficiárias, além de outros direitos assegurados em decorrência do assentamento. Além de Jaelson, também foram lembrados Chico do Sindicato (abatido em 1995), José Elenilson (em 2000) e Luciano Alves (em 2003).
Desde cedo, os camponeses organizados no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se concentraram no povoado Ouricuri, palco da maior parte das tragédias envolvendo fazendeiros e agricultores. Os trabalhadores se deslocaram em carreata até a sede do município de Atalaia, onde fizeram uma caminhada com a imagem estampada do mártir Jaelson Melquíades, realizaram um bloqueio momentâneo na BR-316 e seguiram em ato para o Foro da cidade.
O Movimento expressou sua intransigência para com as constantes falhas do Poder Público na resolução dos assassinatos de lideranças no campo e bloquearam a BR-316 na saída de Atalaia, por cerca de 40 minutos. “Nós somos obrigados a vir cobrar justiça, já que virou moda matar trabalhador e ficarem impunes. A justiça não cumpre seu papel!”, alertou José Pedro (Direção Nacional do MST), sempre se dirigindo aos motoristas, que demonstraram sensibilidade e foram solidários.
Após o desbloqueio da BR-316, os militantes se manifestaram em frente ao Foro de Justiça do município, onde houve resistência por parte de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) contra a aposição de faixas nas paredes do órgão. Transcorrido o princípio de tumulto, as falas criticaram a atuação da Justiça nos casos de assassinatos ocorridos em Atalaia. Também foi lembrada a postura do Promotor Sóstenes de Araújo Gaia, criticado pelo Procurador-Geral do MP-AL, Eduardo Tavares, por associar “Sem Terra” e “bandidagem” no município.
Durante todo o dia, as manifestações contaram com a animação própria dos agricultores do MST, com entoação de canções populares e gritos de ordem, além da organização também característica dos movimentos agrários, com longas fileiras e auto-coordenação das atividades, culminando num grande ato que impressionou a sociedade atalaiense. Somando-se ao luto nacional vivido pelo MST, também foi muito lembrado o companheiro Egídio Brunetto, fundador do Movimento, que morreu tragicamente num acidente de carro nesta segunda-feira (28/11).
Nas palavras do professor de Ciência Política da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Albuquerque, apoiador do MST, “Jaelson Melquíades é um exemplo de homem que foi capaz de dar sua própria vida para que nossos filhos tenham uma vida melhor”. Criticando a promiscuidade entre poderes constituídos e famílias oligarcas no Brasil, ele afirmou: “nesse país, quem comete crime e é rico não vai para cadeia (ou contrata bons advogados pra se livrar dela). A polícia já indicou mandantes e executores deste crime. São todos daqui, mas continuam soltos e impunes”.
Noite de diálogos no Povoado Ouricuri
Na noite desta segunda-feira (28/11), as atividades preparatórias para o Dia Estadual de Luta Contra Violência e Impunidade no Campo e na Cidade, ocorreram na quadra de esportes do povoado Ouricuri (programação voltada para a população da localidade). Os trabalhadores puderam ouvir a memória de companheiros que conheciam Jaelson e conviveram com ele na região.
A programação se iniciou às 18h com uma roda de capoeira do Grupo Arte Ligeira Em Movimento, do professor Geno (Beronito), com crianças e adolescentes do povoado, de acampamentos e de assentamentos. Além de animação garantida com cantigas populares, foi exibido o filme “MST 25 anos – Uma luta de todos”, em sessão do Cineclube Cinema Na Terra. Ao final, foi servido arroz doce para todos os presentes.
No filme e nas intervenções, foi reiterada a alternativa da Reforma Agrária como propulsora do desenvolvimento na região de Ouricuri, após a falência das usinas que ali existiam. A organização dos trabalhadores trouxe para as famílias, além do acesso a terra para produzir, uma série de conquistas estruturais e políticas, como a reestruturação da malha viária, a construção da Ciranda Infantil que atende toda região, entre outras.

Fonte: Ascom MST-AL

Outras informações:
82 9916 8547 / 82 8725 8333 - Rafael Soriano
Assessoria MST-AL

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sem Terra organizam protestos para cobrar justiça

Em memória de Jaelson Melquíades, morto em 2005 por um consórcio de fazendeiros da região de Ouricuri, Zona Rural de Atalaia, centenas de trabalhadores rurais realizam a partir de hoje atividades no município. O dia de sua morte, 29 de novembro, ficou marcado como o Dia Estadual de Luta Contra a Violência e Impunidade no Campo e na Cidade, celebrado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e demais movimentos sociais urbanos e rurais em Alagoas.

Os mártires da luta pela terra em Alagoas serão lembrados numa celebração mística que acontece nesta segunda-feira (28/11), na quadra de esportes do povoado Ouricuri, contando com roda de capoeira, exibição de cinema, canções e depoimentos de companheiros das vítimas. Já no dia 29/11, uma grande caminhada irá percorrer as ruas da cidade de Atalaia, numa celebração que pede paz no campo, com a realização da Reforma Agrária.

Além do Jaelson, outros trabalhadores rurais assassinados por incomodar as elites e coronéis também serão lembrados: o Chico do Sindicato, assassinado em 1995, o José Elenilson, assassinado em 2000 (ambos em Atalaia) e o Luciano Alves, o Grilo, abatido em 2003 (em Craíbas). “Exigimos das autoridades a punição a todos os assassinos e mandantes. E ainda, a realização da Reforma Agrária como forma de combater a violência e garantir justiça social ao povo atalaiense, alagoano e brasileiro”, afirma Débora Nunes, dirigente do MST.

Em 29 de novembro de 2005, Jaelson (25 anos) foi brutalmente executado com cinco tiros quando se deslocava entre a área que hoje carrega seu nome e o assentamento onde morava sua mãe. Zé Pedro, indicado pela polícia como executor, continua foragido e o mandante, Pedro Batista (já falecido), nunca foi condenado em vida. A impunidade é a marca, quando o poder judiciário se porta de forma promíscua acobertando executores e mandantes, assumindo seu papel paternalista já que não raramente são das mesmas famílias latifundiárias.


Fonte: Ascom MST-AL

Outras informações:
82 9916 8547 / 82 8725 8333 - Rafael Soriano
Assessoria MST-AL

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Banda instrumental Nou Jazz conquista simpatia do público alagoano

Grupo vai se apresentar pela segunda vez no Restaurante Trilha do Mar após receber elogios em sua estréia

Artur Pontes (sax), Heleno Silva (bateria), João
Rafael (violão e guitarra) e João Victor (teclado)
formam a Nou Jazz. O baixista Felipe Barros
participou da estréia do grupo.

Após uma estréia com a casa cheia, a banda Nou Jazz volta a se apresentar no restaurante Trilha do Mar sábado, 26 de novembro. O primeiro show do grupo instrumental contou com a participação especial do saxofonista Everaldo Borges e do baterista Marcius Campello.
Um dos diferenciais do grupo é a presença marcante de dois músicos formados na Universidade Federal de Alagoas (Ufal): Artur Pontes (sax alto e tenor) e João Rafael (violão e guitarra). Eles se uniram ao discípulo de Marcius, Heleno Silva, e ao talentoso jovem João Victor Borges, tem música no sangue, para completar a formação banda.
A união deu certo e, durante a primeira apresentação pública da banda, o comentário mais escutado foi: “colocaram os velhos no bolso!”. Isso porque o show foi recheado de música instrumental de tamanha qualidade e complexidade, algo incomum no mundo jovem.
A Nou Jazz reflete que a música renasce a cada dia na juventude. O nome vem da negação ao jazz clássico e, ao mesmo tempo, alusão aos estilos jazzísticos consagrados, tais como o Cool Jazz e o New Jazz. O projeto, idealizado pelo saxofonista Artur Pontes, utiliza o mesmo princípio do Jazz Fusion ao unir diferentes características na mesma música.
Os jovens loucos por música misturam elementos e técnicas do jazz a outros estilos como samba, bossa nova, pop, flamenco e algumas vertentes do rock. Na apresentação, a banda toca canções de artistas brasileiros, a exemplo de Djavan, Tom Jobin e João Bosco, e internacionais, como Dire Straits, Chick Corea e Stevie Wonder. Essa nova tendência musical, aos poucos, conquista o espaço merecido no cenário musical alagoano.
O show vai acontecer a partir das 20h, no Restaurante Trilha do Mar, localizado na praia de Garça Torta, em Maceió-AL.

 
SERVIÇO:
Show da Banda Nou Jazz
Onde? Restaurante Trilha do Mar – Garça Torta, Maceió-AL
Quando? Sábado, 26 de Novembro de 2011
Horário? 20h
Couvert Artístico? R$10,00
Realização: Projeto Nou Jazz
Outras informações: (82) 9638-9200 / (82) 3324-1979 – Artur
                                      www.myspace.com/bandanoujazz


Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
Assessoria de impressa – Projeto Nou Jazz
(82) 9672-8660 / (82) 8874-0485


Cartaz do show.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Presidenta Dilma puxa o tapete de anistiados



Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), no dia 14/11, o veto ao Projeto de Lei 372/08, que reabria o prazo para os demitidos do Governo Collor entrar com requerimento de retorno ao serviço público.
Mais uma vez, o Governo petista dá uma prova de que continua na linha de atuação muito semelhante a dos Governos de Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor. A presidenta Dilma Rousseff frustrou todas as expectativas e o compromisso que assumiu com os demitidos quando era candidata.
O secretário de assuntos jurídicos do Sindicado dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado de Alagoas (SINTSEP-AL), Wellington Britto, soube da má notícia na quarta-feira, 16. Isto porque, como já é de costume, a "rasteira" aconteceu na calada da noite, em plena véspera de feriado. Para Wellington, a atitude do Governo é lastimável. “O sindicato repudia essa atitude da Dilma”, disse.
A diretoria do sindicato mantém contato com o pessoal do SINDSEP-DF, que também segue na luta pelo retorno dos demitidos ao serviço público. Lá em Brasília, representantes da categoria se reuniram ontem, 17, para definir as ações jurídicas e políticas que serão tomadas para reverter o veto, baseado a princípio em argumentos que não procedem, como as alegações de inconstitucionalidade e de contrariedade ao interesse público.
Diversos sindicatos, a nível nacional, apontam em seus meios de comunicação que o Governo adotou uma política de arrocho do setor público, em detrimento da prestação de um serviço de qualidade para toda a população. A decisão de vetar o PL 372/08, segundo o SINDSEF-DF, faz parte deste contexto.

Texto e charge: Lara Tapety

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PM na USP: Segurança sim! PM não!

Nota da Anel sobre a PM na USP: Segurança sim! PM não!

A Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL) declara-se indignada com a repressão policial absolutamente injustificável e desproporcional a que assistimos na madrugada desta terça-feira (8/11) no interior da Universidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, convida todo o movimento estudantil brasileiro a apoiar a greve estudantil deliberada em massiva assembleia. É essa resposta contundente dos estudantes, somada a uma enorme campanha democrática, que poderá ser capaz de alcançar a retirada dos processos dos estudantes presos e a revogação do convênio USP-PM.

Para pôr fim a uma ocupação de estudantes e levar 73 deles presos, foram mobilizados mais de 400 policiais da tropa de choque, dezenas de outros da cavalaria, caminhões e até dois helicópteros. Em um espetáculo deprimente, a USP amanheceu literalmente sitiada.
O episódio desmascara, portanto, o discurso falacioso do reitor João Grandino Rodas de que a presença da PM no campus visa tão somente a garantir a segurança da comunidade universitária. Definitivamente, fica claro que a PM está a serviço, na verdade, de uma política de controle de estudantes, funcionários e professores pela via da força.

Convém lembrar que Rodas sequer tem a legitimidade de ter sido eleito pela comunidade em eleições livres. 3º colocado na eleição, esse senhor foi indicado arbitrariamente pelo governo do estado de São P aulo. Com a presença da PM no campus fecha-se, portanto, um ciclo do fim completo da autonomia universitária da USP. O governo do PSDB apadrinha o reitor por cima da vontade da comunidade e, agora, controla um aparato armado para impor seus projetos.

A luta do movimento estudantil conquistou a libertação dos 73 presos durante a noite. A ANEL esteve engajada nessa luta e ofereceu, junto com a CSP-CONLUTAS, todos os meios que estavam a seu alcance para defender esses lutadores. E seguirá empenhada em mobilizar uma ampla campanha democrática pelo arquivamento dos processos.

É hora, agora, de construir a greve estudantil – decidida por uma grande assembleia, na qual ficou clara a disposição dos estudantes em unificar o movimento na defesa do direito de lutar e pelo fim do convênio USP-PM. Na assembleia os estudantes decidiram, ainda, defender um programa alternativo para a segurança no campus da universidade, para exigir medidas que realmente a taquem essa questão, ao invés da falácia em torno à proposta de militarização da USP.

Em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade, mas também autônoma e guardiã do livre pensar, a ANEL chama os estudantes de todo o Brasil a cercarem de solidariedade essa luta.


Fonte: SINDSEF-SP

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Cântico da Terra

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.


Cora Coralina

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Superintendente da FUNAI ignora indígenas e OAB entra nas negociações

Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri aguentam firme a intransigência do superintendente Frederico Campos, que declarou não reconhecer os povos como índios

Por Fran Ribeiro - Primeira Edição

Desde a terça-feira (25) acampados na sede da Fundação Nacional do Índio em Alagoas (FUNAI) na Rua da Praia, no centro de Maceió, os 86 indígenas Xukuru-Kariri e Karapotó-Guariri aguentam firme a intransigência do superintendente da Função, Frederico Campos. O representante órgão no Estado deu declarações à imprensa na última quarta-feira (26) dizendo que não reconhece as famílias que ocupam a sede como índios.

Representante da OAB/AL ouviu as
reivindicações dos índios.
Foto: Fran Ribeiro
A declaração repercutiu entre os movimentos sociais e nesta sexta-feira (28), os indígenas saíram às ruas do centro em protesto contra a apatia de Campos, que nega se reunir com os povos que estão acampados. A caminhada ganhou o apoio dos servidores do sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP), Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e MPU (SINDJUS) e Sindicato dos Policiais Federais (SINDPOFAL) que se mostraram solidários ao movimento.
De acordo com o Cacique Chiquinho, Xukuru-Kariri, da aldeia Monte Alegre que fica há 15 km do centro de Palmeira dos Índios, a ocupação do órgão foi necessária devido a falta de resposta da FUNAI, que até hoje, não cadastrou as dezesseis famílias da aldeia. Sem o reconhecimento, os índios não têm acesso à saúde, educação e saneamento básico.

Mulheres, crianças e idosos
estão dormindo no chão.
Foto: Fran Ribeiro
 “O Frederico quer sentar somente comigo e isso eu sou contra. Nossa aldeia tem muitos problemas e é importante que ele ouça a todos para saber o que realmente acontece”, disse o Cacique à reportagem do Primeira Edição.
Sem o reconhecimento da comunidade de Monte Alegre como aldeia indígena, as famílias não tem como participar dos convênios da FUNAI com o Governo Federal, para desenvolverem as culturas da agricultura, criação de caprinos e a piscicultura, destinados a subsistência da aldeia. Com isso, o povo fica à mercê de doações.
Situação semelhante que acontece com a aldeia Karapotó-Guariri, que fica no povoado de Salubre, no município de São Sebastião. Segundo o Cacique Jorge Bernabé, há quatro anos entregou a documentação na sede da FUNAI, mas até hoje a comunidade não foi reconhecida.
“É engraçado ele dizer que não somos índios. Fomos à Brasília, e lá, na FUNASA [Fundação Nacional da Saúde] nós fomos cadastrados como povo. E como, aqui, não somos?”, indagou o Cacique. “Meu povo é índio. Minha família é o povo. Não tenho medo de afirmar que somos indígenas”, declarou Jorge, mostrando o relatório antropológico feito por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) que comprova que as duas comunidades são provenientes de ramificações dos povos originários.

Cacique Chiquinho mostra
um dos documentos.
Foto: Fran Ribeiro

“O Frederico está nos discriminando. Só vamos sair daqui quando tivermos uma reunião e ele cadastre a gente”, emendou o Cacique Karapotó. Enquanto isso, as 86 pessoas entre mulheres, crianças, homens e idosos, permanecem acampados na sede da FUNAI, dormindo no chão do pátio, dividindo um saco de arroz e um de feijão doados pelo SINDJUS.

OAB interfere nas negociações

O presidente da Comissão de Direito das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL) Aberto Jorge, teve uma longa conversa com os índios na tarde desta sexta-feira (28), na sede ocupada. Betinho disse à reportagem que a Ordem está preocupada com a situação dos dois povos, que estão há anos sem acesso a assistência que é deles por direito, e deve ser garantida pela FUNAI.
Alberto disse ainda, que a intervenção da OAB nas reivindicações dos índios serve de reflexão sobre a atual situação da FUNAI. “Tivemos a ciência de todas as tentativas de acordo entre as partes e que não foram encaminhadas pela FUNAI. A Ordem se inteirou da situação da luta desses povos pelo direto à terra e do reconhecimento deles como índios. Esse último ponto mais sério, pois existe a comprovação a partir de relatórios elaborados por profissionais qualificados”, explicou o advogado.

Durante a reunião dessa sexta-feira, Alberto propôs um encontro entre representantes dos povos Xukuru-Kariri e Karapotó-Guariri, representantes do Ministério Público Estadual (MPE), antropólogos e pesquisadores, além do superintendente da FUNAI, Frederico Campos e a OAB.
“O indicativo é que em quinze dias essa reunião aconteça. Faremos um convite formal a essas pessoas e esperamos que se chegue a uma resolução. É dever da FUNAI legalizar ou não e dar uma definição a essas famílias”, revelou.

Banda instrumental “Nou Jazz” estréia sábado no Trilha do Mar


Mais que uma banda, o Nou Jazz é um projeto que traz para o cenário cultural alagoano um convite para apreciação da música instrumental para além do jazz.
A primeira apresentação pública do grupo vai acontecer neste sábado, 29 de outubro de 2011, no Restaurante Trilha do Mar, com a participação especial do baterista Marcius Campello.
O nome Nou Jazz nasceu como uma alusão aos estilos jazzísticos consagrados, tais como o Cool Jazz e o New Jazz. Entretanto, antes de ser uma negação à clara influência jazzística de seus componentes, o projeto utiliza o mesmo princípio do Jazz Fusion ao unir diferentes características na mesma música.
A prática consiste em misturar elementos e técnicas do jazz a outros estilos musicais como samba, bossa nova, pop, flamenco e algumas vertentes do rock para consolidar uma musicalidade própria, em que todos os participantes contribuam no processo criativo. Para maior aproximação e entendimento do público a essa nova tendência, a turma apresenta temas de melodias nacionais e internacionais conhecidas popularmente.
Os integrantes da banda são Artur Pontes (saxofone), João Rafael (violão e guitarra), Victor Borges (teclados) e Heleno Silva (bateria).
O restaurante Trilha do Mar, como diz o próprio nome, localiza-se a beira mar na praia de Garça Torta, em Maceió-AL. É “um local onde o público saboreia variados pratos, regados com arte da música e manifestações culturais que vão do jazz aos folguedos alagoanos”, como descreve Cristina, responsável pelo negócio.

 
SERVIÇO:
Estréia da Banda Nou Jazz
Onde? Restaurante Trilha do Mar – Garça Torta, Maceió-AL
Quando? Sábado, 29 de outubro de 2011
Horário? 20h
Couvert Artístico? R$10,00
Realização: Projeto Nou Jazz
Outras informações: (82) 9638-9200 / (82) 3324-1979 – Artur
                                  www.myspace.com/bandanoujazz


 
Por Lara Tapety (SRTE/AL nº1340) - Assessoria de imprensa
(82) 9672-8660 / (82) 9305-6290

Ocupantes da FUNAI fazem caminhada nas ruas de Maceió


                Acompanhados por sindicalistas, os índios que ocupam a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), localizada na Rua da Praia, Centro de Maceió-AL, estão realizando uma caminhada até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
                Diretores e alguns filiados do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP), Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e MPU (SINDJUS) e Sindicato dos Policiais Federais (SINDPOFAL) passaram a acompanhar de perto a mobilização dos índios das aldeias Monte Alegre, dissidentes da etnia Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri, da etnia Karapotó-Plakiô.  Para os sindicalistas é consenso que, independente dos conflitos nas tribos, todos ali são índios e precisam do apoio. “O conflito interno deles, eles precisam sentar e resolver, nós fazemos nossa parte garantindo o apoio ao movimento”, disse Jogelson Veras, secretário administrativo do SINTSEP.
                Os índios não pretendem desocupar a FUNAI até que sejam atendidos. Eles aguardam o pedido de reintegração de posse, realizado pelo coordenador do órgão, Frederico Campos.  A justificativa de Campos para não se reunir com os ocupantes não convence.  Segundo ele, Chiquinho não foi reconhecido como cacique pelos representantes da etnia Xucuru-Kariri e teria causado problemas pelas aldeias por onde passou.  A denúncia contra Chiquinho consta num documento entregue ao Ministério Público e à FUNAI. Neste sentido, o coordenador afirma não poder resolver o problema dos ocupantes.
No entanto, estudos de professores da Universidade Federal de Alagoas apontam para o reconhecimento do índio, que há muitos anos já era conhecido como cacique. A situação de Francisco José Lourenço, conhecido como Cacique Chiquinho, é um tanto complicada, porque ele possui desavenças com a etnia que diz fazer parte.
Mas, apesar do impasse a respeito da legitimidade do cacique que reivindica a aldeia Monte Alegre; o outro cacique, o Jorge Barnabé, que também ocupa o local com sua comunidade, é reconhecido pela etnia Karapotó. Portanto, já que a situação do povo Karapotó-Guariri que também ocupa o prédio é diferente, o motivo pelo qual a coordenação da FUNAI se nega a resolver a crise sem a brutalidade de uma reintegração de posse é incabível.
                Aproximadamente 80 índios estão espalhados pelas dependências da FUNAI em Maceió desde quarta-feira, 24, à noite. A situação no local é precária. Há muitas crianças, inclusive de colo, passando fome e dormindo no chão com os pais.


Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
Assessoria de comunicação do SINTSEP-AL
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660




Outras informações:
Cacique Chiquinho – (82) 9943-3919
Jogelson Veras - (82) 9992-9260

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Por dentro da ocupação da FUNAI

Índios posam para foto.

Índia idosa mostra como estão cozinhando
na ocupação.

Indiozinho.

Índia fuma. Crianças posam para foto ao
fundo.

Índiozinhos.

Família de Xucuru-Kariri da aldeia
Monte Alegre

Índio dorme em condições precárias na FUNAI.

Dormindo no chão junto à malas.

Cacique Chiquinho, Xucuru-Kariri, à esquerda,
Cacique Barnabé, Karapotó, à direita.

Ocupantes mantém o local limpo.

Índios radicalizam movimento após declaração do superintendente da FUNAI

Depois de assistir ontem (26) à noite os telejornais locais veicularem a informação de que o superintendente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Frederico Campos, declarou que o órgão não reconhece os ocupantes como índios, os Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri resolveram impedir completamente o funcionamento dos serviços no prédio.
Hoje pela manhã, os funcionários da Fundação se depararam com os índios indignados, munidos de arco e flecha, borduna e tacape em frente ao portão, bloqueando a entrada. Os servidores ficaram sentados na calçada da Rua da Praia.
Em abril do corrente ano, o presidente da FUNAI, Márcio Meira, esteve em Maceió e comprometeu-se em mediar o conflito interno na tribo Karapotó, reconhecendo os índios. A informação foi divulgada em sites de notícias. O que prova que a declaração de Frederico Campos é completamente infundada.
O caso da aldeia Monte Alegre, da etnia Xucuru-Kariri, não é recente e está diretamente ligada ao combate à corrupção. Há cerca de quatro anos a terra - que estava sob domínio do vereador palmeirense Denisval Basílio, o criminoso Val Basílio, indiciado na Operação Carranca e preso - foi retomada pelos índios. Resta apenas o parecer do Tribunal Regional Federal (TRF) para garantir a posse definitiva da propriedade.
Tais informações não são novidades para os gestores públicos, o que parece faltar é vontade política para resolver a problemática e amenizar a injustiça histórica cometida contra as comunidades indígenas alagoanas.
Os índios agora contam com apoio de sindicatos, a exemplo do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Estado de Alagoas (SINDJUS), o qual tem sua categoria em greve. O movimento pretende fazer uma parceria em atividades de reivindicação.
Eles estão realizando um Ato Público, que passou pelo Palácio do Governo e seguiu para a Assembléia Legislativa de Alagoas. Em seguida, retornarão à FUNAI.
Segundo o Cacique Chiquinho, mais índios estão chegando dos municípios de Palmeira dos Índios e São Sebastião. “A situação está precária aqui. O pessoal está dormindo no chão, tem crianças e idosos, e ainda vai chegar mais gente”, disse.


Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
Assessoria de comunicação
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660



Outras informações:
Chiquinho – Cacique Xukuru-Kariri – (82) 9943-3919

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FUNAI em Maceió é ocupada novamente por índios

Xucuru-Kariri e Karapotó-Guariri querem saúde e educação nas aldeias

                Ontem (25) à noite, por volta das 20h, aproximadamente 80 índios das tribos Xucuru-Kariri, da aldeia Monte Alegre, e Karapotó , da aldeia Guariri, ocuparam a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Maceió.
                A pauta é semelhante a dos “parentes” que ocuparam o órgão na semana passada, está ligada a demarcação das terras indígenas. Eles reivindicam a oficialização das aldeias, para ter acesso a assistências de saúde e educação. De acordo com o Cacique Chiquinho, estão dependendo de um parecer jurídico para resolver o impasse.
                O clima foi tenso hoje pela manhã, quando os ocupantes entraram em conflito com dois funcionários, que não aceitavam o movimento no local. O trânsito está sendo interrompido durante alguns momentos do dia nas intermediações da Av. Buarque de Macedo, especialmente na Rua da praia, Centro.  Enquanto isso, os índios aguardam uma reunião com o superintendente ainda hoje.
                A etnia Xucuru-Kariri é dividida em 9 aldeias no município de Palmeira dos Índios; já a Karapotó, em 3 aldeias, no município de São Sebastião.
                Os ocupantes pedem a compreensão do povo da capital alagoana, ao tempo que estão em campanha por alimentos, já que há crianças, adultos e idosos carentes disso no local.

Por Lara Tapety – Jornalista (SRTE/AL nº1340)
(82) 9305-6290 / (82) 9672-8660


Outras informações:
Cacique Chiquinho – 82 9943 3919

sábado, 22 de outubro de 2011

Encerrada a 15ª Feira Camponesa com saldo positivo de comercialização de alimentos e participação do público

Todas as mesas foram ocupadas durante as atrações
noturnas de ontem, 21 de outubro. Foto: Lara Tapety
Os 115 trabalhadores rurais que participaram da 15ª Feira Camponesa devem ter retornado aos acampamentos e assentamentos acompanhados pela instituição organizadora do evento, a Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, com um sorriso no rosto. Isto porque a Feira foi um sucesso de vendas e participação do público nas atrações.
Durante três noites a Praça da Faculdade ficou lotada. Os bingos e as atrações culturais Forró Nó Cego, Papel no Varal, Guila Gomes, Wilma Araújo e Pinóquio do Acordeom alegraram os participantes do evento. Não sobrou uma cartela nos bingos da cabra e do bode, todas foram vendidas.
 Na manhã deste sábado, 22, algumas pessoas ainda pechinchavam com os feirantes para adquirir o pouco de alimentos que restava. Agora, aqueles que aproveitaram a oportunidade estão com a mesa farta. Quem não soube aproveitar, fica para a próxima.

David, funcionário da Gazeta, foi o ganhador do
Bingo do bode de ontem à noite. Foto: Lara Tapety

Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Wilma Araújo e Pinóquio do Acordeom encerram programação noturna da 15ª Feira Camponesa

Evento acaba amanhã, 22, com o resultado de mais de 226 toneladas de alimentos comercializados

Muita tapioca e goma foi vendida na Feira.
             A programação noturna da 15ª Feira Camponesa vai ser encerrada nesta sexta-feira, 21, a partir das 19h, com a apresentação da cantora Wilma Araújo e do forrozeiro Pinóquio do Acordeom e sua banda. Além dos shows, haverá o último bingo de um bode.
            O repertório dos dois artistas, recheado do forró tradicional, dialoga com a cultura camponesa. Wilma vai interpretar uma seleção de canções de famosos do ritmo, a exemplo de Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, João Silva, Cecéu, Jorge de Altinho e Elba Ramalho. Já Pinóquio, toca músicas próprias, composições de Kara Véia e outros forrós pés-de-serra antigos.
            Até o início da tarde de hoje a equipe formada por técnicos agrícolas, biólogo e engenheiras agrônomas contabilizou 226,963t (duzentos e vinte e seis toneladas e novecentos e sessenta e três quilogramas) de produtos comercializados. Entre os mais vendidos estão: laranja, banana, inhame, abacaxi, abóbora, melancia e frango. Mais de 70.000kg (setenta mil quilogramas) de laranjas e 55.000kg (cinquenta mil quilos) de bananas foram diretamente do campo para as casas dos maceioenses.
            O evento acaba amanhã. Quem ainda não compareceu tem até o meio dia para aproveitar a oportunidade de adquirir alimentos orgânicos produzidos nos acampamentos e assentamentos acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Estado.


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)
(Texto e foto)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Trabalhador rural recebe hoje na 15ª Feira Camponesa prêmio de melhor produtor

Camponês José Elias arruma sua barraca sem saber
que será premiado à noite. Foto: Lara Tapety

CPT vai entregar o Prêmio José Silvestre Ferreira a um feirante na noite desta quarta-feira, 20 de outubro

            Será entregue durante a programação noturna de hoje, 20, na 15ª Feira Camponesa, o Prêmio José Silvestre Ferreira, criado pela Comissão Pastoral da Terra há dois anos em homenagem um assentado que fez história na luta pela reforma agrária em Alagoas.
            José Elias dos Santos, pai de 8 filhos, dos quais 3 contribuem com o trabalho na roça, vai ser o premiado da vez. No seu lote de apenas 6 hectares no assentamento  Jubileu 2000, localizado no município de São Miguel dos Milagres, litoral alagoano, José Elias possui uma diversidade impressionante de produtos sem agrotóxicos.  Além da plantação de banana, melancia, laranja, mamão, maracujá, macaxeira e outros alimentos, o assentado tem piscicultura e suinocultura.
Para estimular seu trabalho, o camponês vai ser premiado com um kit de irrigação e uma bomba, que vai facilitar a produção na área de encosta. “Ele vai receber o prêmio por ser o agricultor que mais se enquadra no sistema de produção agro ecológico”, disse Agberto Ferreira, membro da equipe de assistência técnica da Pastoral da Terra.
Para Carlos Lima, coordenador estadual da CPT, a realização desta atividade é uma forma de incentivar e qualificar ainda mais a produção dos trabalhadores acompanhados pela instituição. 
As atrações culturais do evento hoje começam com a entrega do prêmio às 19h. Na sequência, haverá a banda Forró Nó Cego, o bingo de um carneiro e a apresentação do cantor Guilla Gomes.



Outras informações: 9126-1532 (Heloísa) / 9127-5773 (Carlos)


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Aberta oficialmente a 15ª Feira Camponesa


Governo do Estado, Incra e Movimentos Sociais marcaram presença na solenidade

Solenidade de abertura na 15ª Feira Camponesa. 

 A chuva da manhã de hoje, 19, veio para “batizar” a 15ª Feira Camponesa, onde são comercializados alimentos produzidos por trabalhadores rurais de todas as regiões de Alagoas até sexta-feira, 22.
O evento organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) teve sua abertura oficial com a participação de representantes do Governo do Estado, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) na mesa.  Durante a solenidade, a camponesa Maria José Cavalcanti contou ao público a realidade e a importância da produção de alimentos orgânicos nos acampamentos e assentamentos. Ela destacou a variedade de alimentos da Feira. “A gente vem para mostrar a sociedade alagoana que é possível”, disse Maria.
Além dos camponeses, sindicalistas e professores - parceiros da luta pela reforma agrária - também estiveram na abertura.  Entre as entidades de classe, registraram a presença a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTSEP) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTEAL). Do Governo Estadual, compareceram secretários da Agricultura, Educação, da Articulação Social e o secretário- chefe do Gabinete Civil.
Alguns destaques das atrações diurnas na Feira promovida pela CPT são a Casa de Farinha e o Restaurante Camponês. Hoje e amanhã tem buchada e galinha velha com sabor especial de comida da roça. A programação noturna conta com shows no palco montado no local do evento, a Praça da Faculdade, no bairro Prado.


SERVIÇO
15ª Feira Camponesa
Onde? Na Praça da Faculdade
Quando? De 19 a 22 de Outubro de 2011
Horário? 6h às 22h
Entrada gratuita
Realização: CPT-AL
Outras informações: 9126-1532 (Heloísa) / 9127-5773 (Carlos)


Por Lara Tapety - Jornalista (SRTE/AL nº1340)
(Texto e foto)