domingo, 28 de novembro de 2010

Poeminha amoroso

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."
 


Cora Coralina

sábado, 27 de novembro de 2010

Não sei...

Não sei... se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.



Cora Coralina

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Maceió Jazz Festival faz bonito

Surpreendente. O evento arrasa!

Segundo comentários de fãs de Leo Gandeman, o show que aconteceu na Praça Multieventos – palco principal – “foi ótimo, tudo muito organizado”.
Dessa vez, o público maceioense se comportou como anfitrião "de vergonha", como se diz nessas terras (que não faz vergonha). Todo mundo sentado, admirando as atrações.
Mas também, pudera, tem artista que faz o povo calar. Entre eles, está Leo Gandeman. E não se pode deixar de destacar o maestro da terra Almir Medeiros, que cala a boca de muitos alagoanos que dão mais valor ao que vem de fora, ao invés de valorizar a produção cultural do Estado. De acordo com os comentários, Almir além de tocar, ministrou aula no palco. Alguns gostaram, outros preferiram que ele deixasse o discurso de introdução às músicas de lado, para simplesmente fazer seu som.
Pena que não pude conferir tal fenômeno, porque o hábito de atrasar e começar os shows muito tarde ainda não foi superado. Para quem tem responsabilidade com filho criança, fica difícil participar.
Nesta sexta-feira (26/11) no mesmo local, tem apresentação da Orquestra Santa Cecília, do município de Marechal Deodoro; o quarteto Brazil Modern Jazz; Chau do Pife e; o contrabaixista Arthur Maia deve encerrar a programação da noite.
O festival acaba amanhã com o show do quinteto com Everaldo Borges, depois Geraldo Henrique, seguido de Gilson Peranzetta e Mauro Senice.
Vale destacar que outros shows acontecem em bares e restaurantes. Para prestigiar, basta ficar por dentro da programação.

Acesse: http://www.maceiojazzfestival.com.br/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

[Sugestão Cultural] É HOJE! Leo Gandeman no Maceió Jazz Festival


Antes tarde do que nunca Maceió vai receber o maior saxofonista do país, um dos melhores do mundo.
Leo Gandeman vai se apresentar hoje no palco do Maceió Jazz Festival, montado na Praça Multieventos, Pajuçara. Se ele já tocou na capital alagoana e “de grátis” eu não sei. Sei que se isso já aconteceu antes eu não havia nascido (ou não para o bom gosto definido).
Vamos ver se dessa vez Maceió não faz feio e acerta na qualidade (equalização, retorno, volume etc) do som para não prejudicar as atrações. Ô povo que tem mania de achar que som alto e grande significa som bom!
Outra coisa, é bom que o público respeite os músicos e preste atenção no show, ao invés de ficar conversando potoca e enchendo a cara de cachaça, pra depois não ficar levando fora de artista consagrado como Edu Lobo, que parecia indignado com os cachaceiros de plantão durante sua apresentação no Festival de Música da Universidade Federal de Alagoas (Femufal).
O Festival de Jazz que começa nesta quinta-feira (25-11) conta com uma programação bastante rica e diversificada.
Confira a programação em http://www.maceiojazzfestival.com.br/programacao.php

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

[Sugestão Cultural] Um conto enfadado estréia no Teatro de Arena



Hoje à noite estréia o espetáculo “Calila”, como parte do projeto Quarta no Arena, no palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso, com ingressos no valor de R$3,00 (três reais) para estudante e R$6,00 (seis reais) a entrada inteira.  
De acordo com informações da organização do evento, Calila é uma peça que entra no mundo paralelo existente, onde cada pessoa representa e conta uma história de amor regada de ciúmes e desconfianças, mostrando em uma linha nada linear, as idas e vindas e os altos e baixos de um relacionamento.
Calila é um ser que vive em um mundo imaginário, subconsciente, em um conto enfadado, vive onde vivem os seres humanos, mas não pode ser vista, nem tocada ou acariciada por eles. Mário é um rapaz simples, com uma profissão simples, gosta de música, filmes e é acostumado a uma rotina bastante simples. Inês é namorada de Mário e adora brincar de rotina no apartamento dele, mas precisamente no quarto. Calila é apaixonada por Mário, que nem sabe que ela existe, mas de alguma forma, ela começa a atrapalhar o relacionamento do casal.
Segundo Carlos Alberto Barros, diretor da peça, Calila “é um conto onde esse ser, que não determinamos o que é, tenta separar um casal. Trata-se de uma Ninfa apaixonada”.A Ninfa, neste contexto, parece ser uma categoria de deusa ou espíritos naturais femininos.

Lobby de precatórios de servidores públicos é pagamento de propina e tráfico de influências

Milhares de trabalhadores do país dependem do que conhecemos como lobby para receber seus precatórios.  Lobby, em tese, é a pressão para defesa de interesses.  Em alguns países, isso é uma atividade considerada como parte do processo político e, ser “lobista” (aquele que faz o lobby) é uma profissão regulamentada por leis.
Trabalhando com sindicatos, tenho observado como acontece a atuação de advogados lobistas no Brasil. O que percebo é que a cada dia a corrupção é mais naturalizada.
O advogado Y vai a um sindicato, que tem um processo milionário com o advogado X para beneficiar diversos associados. Digamos que, somando os precatórios da ação coletiva, o processo vale R$100.000.000.00 (cem milhões de reais). X, que está à frente do processo, receberá 10%, isto é, R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) da União. Y propõe ser o lobista, isto é, buscar influenciar as decisões do legislativo. Para tanto, exige 5% das verbas do processo.  No contrato, Y vai dar “suporte” à X. A remuneração dos honorários de X está garantida; já de Y, depende da tramitação.
O advogado explica que, caso o “trabalho” dele não contribua com o desenvolvimento do processo, os associados não precisam pagá-lo.  Mas ressalta que pode ser necessário ceder uma percentagem (claro que do sindicato) a outras pessoas para a verba ser liberada. Ou seja, Y vai subornar, “molhar a mão” de outros envolvidos no trâmite processual.
Suborno é uma palavra um tanto forte. Mas, caso oferecer a uma autoridade ou governante determinada quantidade de dinheiro ou quaisquer outros favores para que a pessoa em questão deixe de se portar eticamente com seus deveres profissionais não é suborno, não sei o que é.
Na realidade, o lobista nada mais é que um corrupto fantasiado de bom moço, cidadão que assedia os trabalhadores a serem beneficiados e vai subornar os decisores (e/ou ser subornado por eles) para adiantar a liberação das verbas federais - fonte da propina. Ou agora obter dinheiro através de suborno e tráfico de influências não é o mesmo que propina?
Y, ao cobrar uma percentagem de uma verba que não é sua, para simplesmente influenciar outros corruptos que também exigem uma percentagem ou favor, para adiantar e até julgar favorável um processo de onde eles vão lucrar, está no jogo da corrupção. Bem como os associados, que cansados de esperar, entraram de gaiatos no esquema.
Depois que todos tiverem sua parte garantida no montante, todos ganham, até os trabalhadores! Estes últimos esperaram anos para receber seus precatórios, muitos achavam que o dinheiro ficaria de herança para a família, porque eles não estariam vivos para receber. No final das contas, vão ganhar um pouco menos que o valor previsto, mas pensam: “pelo menos ganhamos”.  E fica a questão, quem são os verdadeiros beneficiados com a contratação do lobista?