quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estranhos brincadores do tempo se apresentam na Semana do Servidor

Família de palhaças tem a frente a matriarca Francisca de Assis (56 anos)

   Teatro e palestra marcaram a programação desta quarta-feira no Ministério da Fazenda

Baseada na fábula “De quem é a culpa?”, os "Estranhos brincadores do tempo", formada pela trupe Prisma, que tem a frente a servidora do Ministério da Fazenda e diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal em Alagoas (Sintsep/AL), Francisca de Assis e sua família, apresentou uma peça teatral adaptada especialmente para a Semana do Servidor.
A família de palhaças encenou a estória da empresa pública “Streath Power and Healt Empresarial”, que estava no vermelho - como a palhaça-chefe “Drª Alguém de Alencar” apontou nos gráficos.  “Todo Mundo da Silva”, “Qualquer Um dos Santos” e “Ninguém de Bambá” foram as demais personagens centrais que conquistaram gargalhadas da platéia. Ninguém - explorada, completamente machucada e sem ânimo – recorre a curandeira, Mãe Rufina de Oxum, num terreiro para acabar com as doenças ocasionadas no trabalho. Na primeira tentativa, a charlatã não consegue resolver o problema da palhaça. Ao retornar ao terreiro, Iaô Nervina apresenta uma série de leis à trabalhadora, a exemplo da Lei n°10.224, de 15 de maio de 1991, que “cura assédio moral”. Para encerrar a consulta, as curandeiras recomendaram duas doses diárias da Constituição Federal.
Ao final da apresentação o grupo refletiu sobre Reciclagem. A princípio, abordou a reciclagem na empresa. Em seguida, a reciclagem dos resíduos sólidos teve sua importância destacada através da entrega das canecas aos servidores que se engajaram na dinâmica.
Após a peça teatral foi realizada a palestra sobre doenças ocasionadas por estresse.

Conheça a fábula “De quem é a culpa?”

Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza que ALGUÉM ia fazê-lo.
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Engraçado, não? Mas você já pensou onde está VOCÊ está nesta estória? Será que não fazemos parte das pessoas que nunca têm culpa de nada? Será que já não é hora de NINGUÉM ficar parado e QUALQUER UM começar a fazer qualquer coisa, e que ALGUÉM se ofereça para ajudar, porque TODO MUNDO é responsável pelo que acontece.

Contato da Trupe Prisma: 9967-4132 (Francisca)
Personagem "Drª Alguém de Alencar" aponta dados negativos no gráfico da empresa
Filha de palhaça, palhaçinha é. As crianças da família acompanham a peça
"Iaô Nervina" oferece a cura à "Ninguém de Bambá"
"Ninguém de Bambá" expõe seus problemas para "Mãe Rufina"
"Qualquer Um dos Santos" dar gargalhadas estilo o imortal Zacarias, dos Trapalhões

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Analfabetismo alto X Salário baixo

Acaba a gestação do piso salarial dos professores em Alagoas

Hoje foi noticiado que o juiz Manoel Cavalcante de Lima Neto deferiu o pedido de liminar que determina que o Estado de Alagoas aplique o piso salarial de R$950,00 para profissionais do magistério público de educação básica.
No Estado que tem o pior desempenho na avaliação das séries finais do ensino fundamental, de 5ª à 8ª; está longe do desempenho ideal no ensino médio e tem o maior índice de analfabetismo; a remuneração dos professores está entre as 10 mais baixas do país.
Porém, a média de salários de professores em Alagoas é de R$1.298,00, o que significa que está acima do piso estabelecido por lei. Na realidade, a lei está extremamente inferior a média nacional, que é de R$ 1.527,00.
Abaixo da média nacional e estadual, o piso salarial dos professores em Alagoas deve ser implantado, com atraso de uma gestação, ainda em outubro de 2010.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Segundo turno para o Governo de Alagoas: Um pelo outro não tem troco!

De acordo com Ronaldo Lessa, Teotônio Vilela Filho foi flagrado negociando o recebimento de propina durante a Operação Navalha, quando a Polícia Federal investigou um esquema de corrupção envolvendo a construtora Gautama, em 2007. De fato, o inquérito criminal da Operação Navalha da Polícia Federal cita o suposto envolvimento do governador Teotônio, no esquema de fraude a licitações e obras públicas
Durante a campanha, Téo esteve ao lado de "taturanas", com destaque para Antônio Albuquerque - que tem fama de pistoleiro e assassino; e de "sanguessugas", a exemplo de João Caldas. Este último foi beneficiado até com uma Secretaria do Governo, que foi dada para sua irmã, Marluce Caldas.
Já segundo Teotônio Filho, Lessa responde a um processo por envolvimento em um desvio de R$ 200 milhões e de deixar um rombo de R$ 480 milhões nas contas do Estado quando deixou o governo, em 2007. Ronaldo Lessa teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na nova Lei da Ficha Limpa. Recentemente, o TSE liberou por 5 votos a 2, o registro de candidatura do ex-governador.
Em 2009, a OAB-AL, através da Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo, deu entrada em uma Ação Civil Pública contra Lessa por ele ter feito uma transação ilegal envolvendo três terrenos pertencentes à prefeitura de Maceió, todos localizados em área nobre da cidade  - a orla marítima.
Agora Ronaldo Lessa tem o apoio do corrupto Collor, que era seu inimigo político desde a década de 1980. Collor também pede voto para Dilma, a candidata de Lula, com quem disputou a presidência até no segundo turno em 1989.
O que elles têm em comum: os bolsos cheios, as fichas limpas, as mãos sujas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Novo blog em tempos de eleições


Não havia melhor época para iniciar este blog: estavam chegando as eleições de outubro de 2010! Com o processo eleitoral iniciado apareceram as “lorotas”. Aquelas mentiras, conversas fiadas, embromações dos candidatos que todos nós já conhecemos. As eleições estão passando, o blog continua.
Aqui é um espaço livre, de conversa séria, verdadeira. Sem lorotas! Porém, @ leitor@ não encontra apenas política neste blog, apesar de tudo envolver este assunto. “Educação, cultura e desporto”, III Capítulo da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, são outros assuntos abordados. Boa leitura! E esteja a vontade.

Alagoas elege lixo eleitoral

No dia das eleições é crime a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, bem como fazer “boca de urna”, distribuir panfletos e outros impressos de propaganda eleitoral. No entanto, só os cegos tiveram o prazer de não enxergar a poluição eleitoral.
A pena para os criminosos é detenção de 6 meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade, pelo mesmo período, e multa no valor de R$5.320,50 a R$15.961,50, de acordo com o Art.39, §5°, da Lei Eleitoral, Art.54, II da RES./tse 23.191/2009.
É proibido dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita. A punição para o crime de compra de voto é reclusão até quatro anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa.
Em Alagoas, as eleições foram marcadas por denúncias, detenções e prisões em flagrante por irregularidades, a maioria por prática de boca-de-urna e compra de votos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)  informou que recebeu pelo menos 140 chamadas sobre crimes eleitorais. Até às 16h, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), registrou cerca de 50 procedimentos de crimes deste tipo, entre TCOs, Boletins de Ocorrência e detenções. Pelo menos 48 prisões ocorreram no interior no Estado.
Circulando pelas zonas eleitorais em Maceió o que mais se viu foram “santinhos” e panfletos, com destaque para os candidatos ao Governo Teotônio Vilela e Ronaldo Lessa – que agora seguem para o enfrentamento no segundo turno.
Muitos desses panfletos não continham o CNPJ dos candidatos, como é o caso dos que apelaram contra Ronaldo Lessa, com o seguinte texto: “Não jogue seu voto no lixo. Ronaldo Lessa é  Ficha Suja. Foi condenado por abuso de poder político e econômico. Sua candidatura foi rejeitada pelo TRE. Os votos de Lessa vão ser anulados. Não perca seu voto”. E outros pafletos estavam a favor do candidato, destacando a parceria dele com o presidente Lula e o povo.
No entanto, os materiais de propaganda com o CNPJ dos candidatos eram a maioria. E, a maioria dos responsáveis pela sujeira foram eleitos (ou ainda vão ser no segundo turno). Os garis retiraram o lixo eleitoral para as ruas ficarem limpas, mas o povo alagoano escolheu um verdadeiro lixo para representá-lo. Muitos "Ficha suja" que nem foram - e, ao que parece, nunca serão - presos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Collor invade horário eleitoral de candidatos ao Senado

Chico de Gois, enviado especial

MACEIÓ - No último dia de horário eleitoral na TV no primeiro turno, o candidato ao governo de Alagoas, Fernando Collor (PTB), invadiu o horário de seus dois candidatos ao Senado. Ao invés de aparecer os candidatos Álvaro Vasconelos e Flávio Emílio, ambos do PTB, quem surgiu no vídeo foi o senador. Em um dos vídeos, ele aparece pedindo para que o eleitor reflita bem em quem vai votar e pede voto para ele. No segundo, aparecem imagens de supostas obras que ele teria feito quando governador ou quando presidente.
O candidato do PSDB, Teotônio Vilela Filho, utilizou imagens de populares e, inclusive, colocou no ar o depoimento de uma eleitora que afirma que votará em Dilma Rousseff (PT) para a Presidência, e no tucano para o governo. O nome do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não foi mencionado em nenhuma vez. Teotônio disse que seu governo fez uma coisa que os outros não fizeram: ficar quatro anos sem denúncias de corrupção ou escândalos.
Já Ronaldo Lessa (PDT) voltou a colar seu nome no do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que é candidato porque Lula e os eleitores alagoanos querem. Lessa utilizou o vídeo no qual Lula pede votos para ele. A mesma tática foi empreendida pelo senador Renan Calheiros (PMDB), que disse que irá ajudar os desabrigados pelas chuvas que destruíram várias cidades do estado.
Na disputa pelo Senado, Heloisa Helena (PSOL) e Benedito de Lira (PP) protagonizaram um embate à parte. Não houve imagem com o rosto de Heloísa Helena. Ao invés disso, ela preferiu usar seu pequeno tempo de TV para atacar, de forma indireta, seu principal adversário, Lira. Heloisa também invadiu o horário do candidato do PSOL ao governo, Mário Agra. Já Lira, acusado de integrar a máfia dos sanguessugas, que desviaram recursos da saúde por meio de emendas que beneficiavam uma empresa que vendia ambulâncias superfaturadas, voltou a dizer que Heloisa Helena só traz problemas para Alagoas. Ele exibiu vídeos nos quais a candidata aparece falando mal de Lula. E, a exemplo de Renan, também usou uma gravação de Lula pedindo votos para ele.

Se Dilma fosse

A favor da revolução;
Pintar a bandeira do Brasil de vermelho (porque esta é a cor do comunismo e não só do PT);
A favor da legalização/descriminalização do aborto (que faz mulheres sangrarem até a morte com remédios abortivos e em clínicas clandestinas);
Lésbica e a favor do casamento gay (porque todos temos os mesmos direitos, independente de sexualidade);
Defensora dos movimentos radicais, com ênfase para o MST (maior movimento organizado da América Latina de luta pela reforma agrária e melhores condições de vida);
Contra a imprensa burguesa, a exemplo da Revista Veja (que criminaliza os movimentos sociais) e;
Colocasse o poder de organização do homem acima de qualquer crença (ao acreditar que nem Jesus Cristo tira sua vitória nessas eleições);
Eu pensaria seriamente em votar nela.