sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Antes que acabe o ano

Ademar Bogo*

Antes que acabe o ano
Farei uma poesia
Para dizer em versos
Que iremos renascer
Junto com o ano novo;
De novo...
Mas o ano velho também será lembrado
Ele é a causa presente terminando
Conhece-nos detalhadamente
E nos dá razão.
Continuará em nós
Em sabedoria e experiência
Em lembranças
Em consciência.
Antes que acabe o ano insatisfeito
E venha o ano bom
Farei uma poesia
Para zombar do tempo e da corrupção;
Zombar daqueles que pensam que venceram
Quando apenas se condenaram ainda mais
Por isto não renascerão
Nem terão um ano bom.
Antes que acabe o ano
Farei uma poesia às flores e aos amigos
Porque ambos guardaram as sementes
Para o novo plantio.
Juntos faremos as colheitas.
Antes que acabe o ano
Farei uma poesia aos novos planos
Em nome da continuação.

30 de dezembro de 2009

*Ademar Bogo é da Coordenação Nacional do MST

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Quanto vale o sorriso de uma criança? Dar esmola ou não, eis a questão!

Crianças pedem esmola com caixinha de Natal nos ônibus
Criança passa nos ônibus com Caixinha de Natal
 Padarias, supermercados, lanchonetes, lojas e os mais variados locais contam com espírito natalino para garantir um dinheiro extra – além do 13° salário – no final do ano para os funcionários através das famosas "Caixinhas de Natal". Elas não se restringem ao comércio formal, estão em todos os cantos e até se tornaram companheiras dos pedintes.
O transporte coletivo se tornou um comércio informal itinerante. Balas de coco, Jujuba, chocolate, chaveiros, canetas e capas para celulares são alguns exemplos de mercadorias vendidas nos ônibus. Os discursos dos vendedores já são conhecidos. Ora passa um adulto, ora uma criança. O conteúdo é sempre semelhante: “Bom dia pessoal! Desculpem atrapalhar a viagem de vocês. Estou aqui por causa de um problema que atinge muitos brasileiros. O desemprego. Para não ficar em casa pensando coisa errada, estou vendendo essas jujubas. Uma é R$0,50, duas é R$1,00”. Quem anda de ônibus já está se acostumando a encontrar pessoas comercializando guloseimas, assessórios e/ou pedindo esmola.

Menina faz pose para foto com sua caixinha
Chegando o ano novo, os passageiros se deparam com as caixinhas de natal. Crianças, com aqueles rostinhos de anjos, passam de cadeira em cadeira pedindo para depositarem um trocado na caixa. E aí eis a questão: dar esmola ou não?
O ano inteiro os passageiros - classe trabalhadora - garantem o pão dos desempregados, isto é, dos companheiros de classe. Não dá para saber quem dá mais esmola, o Governo, através dos programas assistencialistas como Bolsa Família e Bolsa Escola; ou o povo.
 
A criança fica na catraca do ônibus com caixinha enquanto
 mãe vende jujuba. Depois ela passa pedindo dinheiro.
Texto e fotos: Lara Tapety

sábado, 4 de dezembro de 2010

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver


Cora Coralina

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cicatrizes do Governo Collor: demitidos ainda lutam por reintegração

20 anistiados da rede ferroviária em Alagoas puderam voltar ao trabalho, de 2004 a 2010, graças ao apoio de um sindicato

Servidores anistiados no Ministério Público do Trabalho,
junto ao Procurador Rafael Gazzaneo
Na década de 1989, o então presidente Fernando Collor elaborou uma reforma administrativa, com extinção de empresas e enxugamento da máquina administrativa, sob o slogan “Caça aos Marajás”, que resultou na  demissão  de cerca de 180 mil trabalhadores de empresas estatais, autárquicas, fundações e  de órgãos públicos. Porém, nenhum Marajá perdeu o emprego.
De acordo o presidente do Núcleo de Anistiados, apoiado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal em Alagoas (Sintsep/AL), Carlizon Oliveira dos Santos, foram demitidos mais de mil trabalhadores de diversos órgãos em Alagoas. “Da Funasa foram liberados na faixa de 30. Da Conab também mais ou menos isso. Só da rede ferroviária foram uns 130”, disse. 
Logo após o impeachment do Collor, os anistiados organizados conseguiram a edição da Lei 8.878 como forma da sociedade reparar as grandes perdas para essa massa de trabalhadores.
De 2004 a 2010, 19 servidores da rede ferroviária demitidos foram reintegrados.  Ainda este ano, mais um voltará ao serviço através da lei de anistia. Além dos ferroviários, trabalhadores de outros órgãos também foram reintegrados.
Já se passaram 22 anos do Governo Collor e muitos ainda não foram anistiados. Para Carlizon, “o grande problema foi que FHC colocou o pé encima da lei”. Segundo ele, o Governo de Fernando Henrique Cardoso criou três decretos que anulavam a anistia. Mas depois o movimento se fortaleceu. Com o Governo Lula, ex-inimigo de Collor, o projeto foi retomado e houve a criação de outra comissão de análise, a CEI (Comissão Especial Interministerial).
Para Carlizon, o Sintsep/AL teve grande influência no processo de reintegração do pessoal, principalmente a última diretoria. “O sindicato que representava a gente era o da rede ferroviária, mas o nosso sindicato de base abandonou a luta. Então foi o Sintsep que foi nos buscar. Durante todo esse tempo, o apoio maior que tivemos foi da gestão No Rumo Certo até hoje”, afirmou.
O secretário geral do sindicato, Gerson Hortêncio, destaca que a gestão Símbolo de Lutas e Conquistas, eleita no corrente ano, continua a apoiando o Núcleo de Anistiados em busca de trazer de volta ao trabalho os servidores injustiçados.

domingo, 28 de novembro de 2010

Poeminha amoroso

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."
 


Cora Coralina

sábado, 27 de novembro de 2010

Não sei...

Não sei... se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.



Cora Coralina

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Maceió Jazz Festival faz bonito

Surpreendente. O evento arrasa!

Segundo comentários de fãs de Leo Gandeman, o show que aconteceu na Praça Multieventos – palco principal – “foi ótimo, tudo muito organizado”.
Dessa vez, o público maceioense se comportou como anfitrião "de vergonha", como se diz nessas terras (que não faz vergonha). Todo mundo sentado, admirando as atrações.
Mas também, pudera, tem artista que faz o povo calar. Entre eles, está Leo Gandeman. E não se pode deixar de destacar o maestro da terra Almir Medeiros, que cala a boca de muitos alagoanos que dão mais valor ao que vem de fora, ao invés de valorizar a produção cultural do Estado. De acordo com os comentários, Almir além de tocar, ministrou aula no palco. Alguns gostaram, outros preferiram que ele deixasse o discurso de introdução às músicas de lado, para simplesmente fazer seu som.
Pena que não pude conferir tal fenômeno, porque o hábito de atrasar e começar os shows muito tarde ainda não foi superado. Para quem tem responsabilidade com filho criança, fica difícil participar.
Nesta sexta-feira (26/11) no mesmo local, tem apresentação da Orquestra Santa Cecília, do município de Marechal Deodoro; o quarteto Brazil Modern Jazz; Chau do Pife e; o contrabaixista Arthur Maia deve encerrar a programação da noite.
O festival acaba amanhã com o show do quinteto com Everaldo Borges, depois Geraldo Henrique, seguido de Gilson Peranzetta e Mauro Senice.
Vale destacar que outros shows acontecem em bares e restaurantes. Para prestigiar, basta ficar por dentro da programação.

Acesse: http://www.maceiojazzfestival.com.br/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

[Sugestão Cultural] É HOJE! Leo Gandeman no Maceió Jazz Festival


Antes tarde do que nunca Maceió vai receber o maior saxofonista do país, um dos melhores do mundo.
Leo Gandeman vai se apresentar hoje no palco do Maceió Jazz Festival, montado na Praça Multieventos, Pajuçara. Se ele já tocou na capital alagoana e “de grátis” eu não sei. Sei que se isso já aconteceu antes eu não havia nascido (ou não para o bom gosto definido).
Vamos ver se dessa vez Maceió não faz feio e acerta na qualidade (equalização, retorno, volume etc) do som para não prejudicar as atrações. Ô povo que tem mania de achar que som alto e grande significa som bom!
Outra coisa, é bom que o público respeite os músicos e preste atenção no show, ao invés de ficar conversando potoca e enchendo a cara de cachaça, pra depois não ficar levando fora de artista consagrado como Edu Lobo, que parecia indignado com os cachaceiros de plantão durante sua apresentação no Festival de Música da Universidade Federal de Alagoas (Femufal).
O Festival de Jazz que começa nesta quinta-feira (25-11) conta com uma programação bastante rica e diversificada.
Confira a programação em http://www.maceiojazzfestival.com.br/programacao.php

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

[Sugestão Cultural] Um conto enfadado estréia no Teatro de Arena



Hoje à noite estréia o espetáculo “Calila”, como parte do projeto Quarta no Arena, no palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso, com ingressos no valor de R$3,00 (três reais) para estudante e R$6,00 (seis reais) a entrada inteira.  
De acordo com informações da organização do evento, Calila é uma peça que entra no mundo paralelo existente, onde cada pessoa representa e conta uma história de amor regada de ciúmes e desconfianças, mostrando em uma linha nada linear, as idas e vindas e os altos e baixos de um relacionamento.
Calila é um ser que vive em um mundo imaginário, subconsciente, em um conto enfadado, vive onde vivem os seres humanos, mas não pode ser vista, nem tocada ou acariciada por eles. Mário é um rapaz simples, com uma profissão simples, gosta de música, filmes e é acostumado a uma rotina bastante simples. Inês é namorada de Mário e adora brincar de rotina no apartamento dele, mas precisamente no quarto. Calila é apaixonada por Mário, que nem sabe que ela existe, mas de alguma forma, ela começa a atrapalhar o relacionamento do casal.
Segundo Carlos Alberto Barros, diretor da peça, Calila “é um conto onde esse ser, que não determinamos o que é, tenta separar um casal. Trata-se de uma Ninfa apaixonada”.A Ninfa, neste contexto, parece ser uma categoria de deusa ou espíritos naturais femininos.

Lobby de precatórios de servidores públicos é pagamento de propina e tráfico de influências

Milhares de trabalhadores do país dependem do que conhecemos como lobby para receber seus precatórios.  Lobby, em tese, é a pressão para defesa de interesses.  Em alguns países, isso é uma atividade considerada como parte do processo político e, ser “lobista” (aquele que faz o lobby) é uma profissão regulamentada por leis.
Trabalhando com sindicatos, tenho observado como acontece a atuação de advogados lobistas no Brasil. O que percebo é que a cada dia a corrupção é mais naturalizada.
O advogado Y vai a um sindicato, que tem um processo milionário com o advogado X para beneficiar diversos associados. Digamos que, somando os precatórios da ação coletiva, o processo vale R$100.000.000.00 (cem milhões de reais). X, que está à frente do processo, receberá 10%, isto é, R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) da União. Y propõe ser o lobista, isto é, buscar influenciar as decisões do legislativo. Para tanto, exige 5% das verbas do processo.  No contrato, Y vai dar “suporte” à X. A remuneração dos honorários de X está garantida; já de Y, depende da tramitação.
O advogado explica que, caso o “trabalho” dele não contribua com o desenvolvimento do processo, os associados não precisam pagá-lo.  Mas ressalta que pode ser necessário ceder uma percentagem (claro que do sindicato) a outras pessoas para a verba ser liberada. Ou seja, Y vai subornar, “molhar a mão” de outros envolvidos no trâmite processual.
Suborno é uma palavra um tanto forte. Mas, caso oferecer a uma autoridade ou governante determinada quantidade de dinheiro ou quaisquer outros favores para que a pessoa em questão deixe de se portar eticamente com seus deveres profissionais não é suborno, não sei o que é.
Na realidade, o lobista nada mais é que um corrupto fantasiado de bom moço, cidadão que assedia os trabalhadores a serem beneficiados e vai subornar os decisores (e/ou ser subornado por eles) para adiantar a liberação das verbas federais - fonte da propina. Ou agora obter dinheiro através de suborno e tráfico de influências não é o mesmo que propina?
Y, ao cobrar uma percentagem de uma verba que não é sua, para simplesmente influenciar outros corruptos que também exigem uma percentagem ou favor, para adiantar e até julgar favorável um processo de onde eles vão lucrar, está no jogo da corrupção. Bem como os associados, que cansados de esperar, entraram de gaiatos no esquema.
Depois que todos tiverem sua parte garantida no montante, todos ganham, até os trabalhadores! Estes últimos esperaram anos para receber seus precatórios, muitos achavam que o dinheiro ficaria de herança para a família, porque eles não estariam vivos para receber. No final das contas, vão ganhar um pouco menos que o valor previsto, mas pensam: “pelo menos ganhamos”.  E fica a questão, quem são os verdadeiros beneficiados com a contratação do lobista?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estranhos brincadores do tempo se apresentam na Semana do Servidor

Família de palhaças tem a frente a matriarca Francisca de Assis (56 anos)

   Teatro e palestra marcaram a programação desta quarta-feira no Ministério da Fazenda

Baseada na fábula “De quem é a culpa?”, os "Estranhos brincadores do tempo", formada pela trupe Prisma, que tem a frente a servidora do Ministério da Fazenda e diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal em Alagoas (Sintsep/AL), Francisca de Assis e sua família, apresentou uma peça teatral adaptada especialmente para a Semana do Servidor.
A família de palhaças encenou a estória da empresa pública “Streath Power and Healt Empresarial”, que estava no vermelho - como a palhaça-chefe “Drª Alguém de Alencar” apontou nos gráficos.  “Todo Mundo da Silva”, “Qualquer Um dos Santos” e “Ninguém de Bambá” foram as demais personagens centrais que conquistaram gargalhadas da platéia. Ninguém - explorada, completamente machucada e sem ânimo – recorre a curandeira, Mãe Rufina de Oxum, num terreiro para acabar com as doenças ocasionadas no trabalho. Na primeira tentativa, a charlatã não consegue resolver o problema da palhaça. Ao retornar ao terreiro, Iaô Nervina apresenta uma série de leis à trabalhadora, a exemplo da Lei n°10.224, de 15 de maio de 1991, que “cura assédio moral”. Para encerrar a consulta, as curandeiras recomendaram duas doses diárias da Constituição Federal.
Ao final da apresentação o grupo refletiu sobre Reciclagem. A princípio, abordou a reciclagem na empresa. Em seguida, a reciclagem dos resíduos sólidos teve sua importância destacada através da entrega das canecas aos servidores que se engajaram na dinâmica.
Após a peça teatral foi realizada a palestra sobre doenças ocasionadas por estresse.

Conheça a fábula “De quem é a culpa?”

Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza que ALGUÉM ia fazê-lo.
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez.
ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.
TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.
Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.
Engraçado, não? Mas você já pensou onde está VOCÊ está nesta estória? Será que não fazemos parte das pessoas que nunca têm culpa de nada? Será que já não é hora de NINGUÉM ficar parado e QUALQUER UM começar a fazer qualquer coisa, e que ALGUÉM se ofereça para ajudar, porque TODO MUNDO é responsável pelo que acontece.

Contato da Trupe Prisma: 9967-4132 (Francisca)
Personagem "Drª Alguém de Alencar" aponta dados negativos no gráfico da empresa
Filha de palhaça, palhaçinha é. As crianças da família acompanham a peça
"Iaô Nervina" oferece a cura à "Ninguém de Bambá"
"Ninguém de Bambá" expõe seus problemas para "Mãe Rufina"
"Qualquer Um dos Santos" dar gargalhadas estilo o imortal Zacarias, dos Trapalhões

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Analfabetismo alto X Salário baixo

Acaba a gestação do piso salarial dos professores em Alagoas

Hoje foi noticiado que o juiz Manoel Cavalcante de Lima Neto deferiu o pedido de liminar que determina que o Estado de Alagoas aplique o piso salarial de R$950,00 para profissionais do magistério público de educação básica.
No Estado que tem o pior desempenho na avaliação das séries finais do ensino fundamental, de 5ª à 8ª; está longe do desempenho ideal no ensino médio e tem o maior índice de analfabetismo; a remuneração dos professores está entre as 10 mais baixas do país.
Porém, a média de salários de professores em Alagoas é de R$1.298,00, o que significa que está acima do piso estabelecido por lei. Na realidade, a lei está extremamente inferior a média nacional, que é de R$ 1.527,00.
Abaixo da média nacional e estadual, o piso salarial dos professores em Alagoas deve ser implantado, com atraso de uma gestação, ainda em outubro de 2010.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Segundo turno para o Governo de Alagoas: Um pelo outro não tem troco!

De acordo com Ronaldo Lessa, Teotônio Vilela Filho foi flagrado negociando o recebimento de propina durante a Operação Navalha, quando a Polícia Federal investigou um esquema de corrupção envolvendo a construtora Gautama, em 2007. De fato, o inquérito criminal da Operação Navalha da Polícia Federal cita o suposto envolvimento do governador Teotônio, no esquema de fraude a licitações e obras públicas
Durante a campanha, Téo esteve ao lado de "taturanas", com destaque para Antônio Albuquerque - que tem fama de pistoleiro e assassino; e de "sanguessugas", a exemplo de João Caldas. Este último foi beneficiado até com uma Secretaria do Governo, que foi dada para sua irmã, Marluce Caldas.
Já segundo Teotônio Filho, Lessa responde a um processo por envolvimento em um desvio de R$ 200 milhões e de deixar um rombo de R$ 480 milhões nas contas do Estado quando deixou o governo, em 2007. Ronaldo Lessa teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na nova Lei da Ficha Limpa. Recentemente, o TSE liberou por 5 votos a 2, o registro de candidatura do ex-governador.
Em 2009, a OAB-AL, através da Comissão de Meio Ambiente e Urbanismo, deu entrada em uma Ação Civil Pública contra Lessa por ele ter feito uma transação ilegal envolvendo três terrenos pertencentes à prefeitura de Maceió, todos localizados em área nobre da cidade  - a orla marítima.
Agora Ronaldo Lessa tem o apoio do corrupto Collor, que era seu inimigo político desde a década de 1980. Collor também pede voto para Dilma, a candidata de Lula, com quem disputou a presidência até no segundo turno em 1989.
O que elles têm em comum: os bolsos cheios, as fichas limpas, as mãos sujas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Novo blog em tempos de eleições


Não havia melhor época para iniciar este blog: estavam chegando as eleições de outubro de 2010! Com o processo eleitoral iniciado apareceram as “lorotas”. Aquelas mentiras, conversas fiadas, embromações dos candidatos que todos nós já conhecemos. As eleições estão passando, o blog continua.
Aqui é um espaço livre, de conversa séria, verdadeira. Sem lorotas! Porém, @ leitor@ não encontra apenas política neste blog, apesar de tudo envolver este assunto. “Educação, cultura e desporto”, III Capítulo da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, são outros assuntos abordados. Boa leitura! E esteja a vontade.

Alagoas elege lixo eleitoral

No dia das eleições é crime a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, bem como fazer “boca de urna”, distribuir panfletos e outros impressos de propaganda eleitoral. No entanto, só os cegos tiveram o prazer de não enxergar a poluição eleitoral.
A pena para os criminosos é detenção de 6 meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade, pelo mesmo período, e multa no valor de R$5.320,50 a R$15.961,50, de acordo com o Art.39, §5°, da Lei Eleitoral, Art.54, II da RES./tse 23.191/2009.
É proibido dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita. A punição para o crime de compra de voto é reclusão até quatro anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa.
Em Alagoas, as eleições foram marcadas por denúncias, detenções e prisões em flagrante por irregularidades, a maioria por prática de boca-de-urna e compra de votos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)  informou que recebeu pelo menos 140 chamadas sobre crimes eleitorais. Até às 16h, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), registrou cerca de 50 procedimentos de crimes deste tipo, entre TCOs, Boletins de Ocorrência e detenções. Pelo menos 48 prisões ocorreram no interior no Estado.
Circulando pelas zonas eleitorais em Maceió o que mais se viu foram “santinhos” e panfletos, com destaque para os candidatos ao Governo Teotônio Vilela e Ronaldo Lessa – que agora seguem para o enfrentamento no segundo turno.
Muitos desses panfletos não continham o CNPJ dos candidatos, como é o caso dos que apelaram contra Ronaldo Lessa, com o seguinte texto: “Não jogue seu voto no lixo. Ronaldo Lessa é  Ficha Suja. Foi condenado por abuso de poder político e econômico. Sua candidatura foi rejeitada pelo TRE. Os votos de Lessa vão ser anulados. Não perca seu voto”. E outros pafletos estavam a favor do candidato, destacando a parceria dele com o presidente Lula e o povo.
No entanto, os materiais de propaganda com o CNPJ dos candidatos eram a maioria. E, a maioria dos responsáveis pela sujeira foram eleitos (ou ainda vão ser no segundo turno). Os garis retiraram o lixo eleitoral para as ruas ficarem limpas, mas o povo alagoano escolheu um verdadeiro lixo para representá-lo. Muitos "Ficha suja" que nem foram - e, ao que parece, nunca serão - presos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Collor invade horário eleitoral de candidatos ao Senado

Chico de Gois, enviado especial

MACEIÓ - No último dia de horário eleitoral na TV no primeiro turno, o candidato ao governo de Alagoas, Fernando Collor (PTB), invadiu o horário de seus dois candidatos ao Senado. Ao invés de aparecer os candidatos Álvaro Vasconelos e Flávio Emílio, ambos do PTB, quem surgiu no vídeo foi o senador. Em um dos vídeos, ele aparece pedindo para que o eleitor reflita bem em quem vai votar e pede voto para ele. No segundo, aparecem imagens de supostas obras que ele teria feito quando governador ou quando presidente.
O candidato do PSDB, Teotônio Vilela Filho, utilizou imagens de populares e, inclusive, colocou no ar o depoimento de uma eleitora que afirma que votará em Dilma Rousseff (PT) para a Presidência, e no tucano para o governo. O nome do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não foi mencionado em nenhuma vez. Teotônio disse que seu governo fez uma coisa que os outros não fizeram: ficar quatro anos sem denúncias de corrupção ou escândalos.
Já Ronaldo Lessa (PDT) voltou a colar seu nome no do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que é candidato porque Lula e os eleitores alagoanos querem. Lessa utilizou o vídeo no qual Lula pede votos para ele. A mesma tática foi empreendida pelo senador Renan Calheiros (PMDB), que disse que irá ajudar os desabrigados pelas chuvas que destruíram várias cidades do estado.
Na disputa pelo Senado, Heloisa Helena (PSOL) e Benedito de Lira (PP) protagonizaram um embate à parte. Não houve imagem com o rosto de Heloísa Helena. Ao invés disso, ela preferiu usar seu pequeno tempo de TV para atacar, de forma indireta, seu principal adversário, Lira. Heloisa também invadiu o horário do candidato do PSOL ao governo, Mário Agra. Já Lira, acusado de integrar a máfia dos sanguessugas, que desviaram recursos da saúde por meio de emendas que beneficiavam uma empresa que vendia ambulâncias superfaturadas, voltou a dizer que Heloisa Helena só traz problemas para Alagoas. Ele exibiu vídeos nos quais a candidata aparece falando mal de Lula. E, a exemplo de Renan, também usou uma gravação de Lula pedindo votos para ele.

Se Dilma fosse

A favor da revolução;
Pintar a bandeira do Brasil de vermelho (porque esta é a cor do comunismo e não só do PT);
A favor da legalização/descriminalização do aborto (que faz mulheres sangrarem até a morte com remédios abortivos e em clínicas clandestinas);
Lésbica e a favor do casamento gay (porque todos temos os mesmos direitos, independente de sexualidade);
Defensora dos movimentos radicais, com ênfase para o MST (maior movimento organizado da América Latina de luta pela reforma agrária e melhores condições de vida);
Contra a imprensa burguesa, a exemplo da Revista Veja (que criminaliza os movimentos sociais) e;
Colocasse o poder de organização do homem acima de qualquer crença (ao acreditar que nem Jesus Cristo tira sua vitória nessas eleições);
Eu pensaria seriamente em votar nela.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Banqueiros prejudicam milhares em AL

A manchete de hoje da capa do jornal Gazeta de Alagoas mais uma vez reflete de que lado está os grandes meios de comunicação: “Greve prejudica milhares em AL”. O jornal se refere à greve dos bancários, iniciada anteontem (28/09) em todo o país.


Será mesmo que a greve prejudica milhares de pessoas ou são os responsáveis pela greve?

De um lado, os banqueiros lucram cada vez mais; de outro, os bancários e toda a classe trabalhadora são prejudicados com ou sem greve. Obvio que a paralisação piora temporariamente o que já não está bom, porém, aqueles que reclamam do “sufoco para ter acesso ao atendimento automático dos caixas eletrônicos em Maceió” (legenda de foto do jornal citado), também conhecem as filas nas agências. Filas estas que deveriam acabar após a aprovação do Projeto de Lei Complementar que estabelece limite de 30min de espera para atendimento.
Os bancários reivindicam 11% de reajuste salarial; piso salarial para portaria, escriturário, caixas, para primeiro comissionado e primeiro gerente; aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos valores do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio creche/babá; proteção à saúde do trabalhador, que o combate às metas abusivas, ao assédio moral e à falta de segurança; mais contratações para amenizar a sobrecarga de trabalho, acabar com as filas e melhorar o atendimento ao público; Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos; etc.
            A Federação dos Bancos – apesar de apresentar crescimento médio de 32% no lucro líquido do primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado – oferece somente 4,29% de reajuste e nega todas as outras reivindicações.
Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado no dia 23/09 pelo Banco Central, o sistema bancário apresentou lucro líquido de R$25,2 bilhões no primeiro semestre de 2010. Um aumento de R$1,5 bilhão em relação aos seis últimos meses de 2009 (R$23,7 bilhões).

Como você acha que melhorias nas condições de trabalho são conquistadas?

            Quando acontece uma greve, muitas pessoas apóiam as reivindicações dos trabalhadores, mas são contra a forma de reivindicar. Estas pessoas acreditam que os grevistas devem procurar outra forma de lutar pelos direitos que não prejudique o público, mas ninguém sugere uma alternativa eficiente.  A utilização da greve como instrumento de reivindicação é um longo debate. Conhecer um pouco de história das nossas conquistas vale à pena.

Biu de Lira mostra obras da Paraíba na TV

17h06, 28 de setembro de 2010

Advogados de uma produtora da Paraíba encaminharam uma notificação extrajudicial ao deputado federal e candidato ao Senado, Benedito de Lira (PP). Ele é acusado de usar ilegalmente imagens institucionais do Governo paraibano em seu guia eleitoral.
Eles dizem que as imagens usadas na televisão, no guia de Benedito de Lira, mostrando escolas, hospitais e construção de casas- apontando como obras do deputado em execução por todo o Estado- não foram filmadas em Alagoas. Mas, pelo Governo da Paraíba, em agosto de 2009.
A empresa em questão é a Hit's Produções Ltda. Ano passado, foi contratada pelo Governo da Paraíba para mostrar as realizações do Executivo. Chamou atores, elaborou cenários.
O blog teve acesso a imagens paraibanas e alagoanas, mostradas no guia de Benedito de Lira. Elas são idênticas.
"Houve lesão de direito autoral. Os atores foram contratados para usar suas imagens na Paraíba, não em Alagoas. Pedimos ressarcimento", disse o advogado da Hit's Produções, Sheyner Yasbeck Asfora. Ele viajou hoje, de Alagoas a Paraíba. Antes, entregou a notificação extrajudicial no comitê do deputado.
Outro lado- atualizada às 17:35hs
Ouvida pelo blog, a assessoria de Benedito de Lira negou que as imagens mostradas no Guia Eleitoral sejam plageadas. Mas, foram feitas este ano pela produtora alagoana VTK Produções.
"Não é uma notificação extrajudicial. As imagens não foram usadas no guia eleitoral. Todos os programas estão no site do deputado Benedito de Lira. Desafio que eles mostrem estas imagens", disse Rui França, da assessoria de Benedito de Lira. Ele classificou o uso do caso como "má fé". "Estamos entrando com processo por danos morais e chantagem".
Disse ainda que a Hit's não é produtora, mas agência de modelos. Afirma ainda que a empresa reclama de 80 inserções na televisão, feitas pelo PP, com as imagens.
"No nosso guia não há imagem usada como eles estão falando", disse França.
Afirma que as imagens usadas no guia eleitoral e inserções são alagoanas. São de um hospital, construído em Junqueiro;. a creche é da cidade de Teotônio Vilela, as casas são do Conjunto Cidade Sorriso. "São imagens nossas", repetiu. Disse ainda que pessoas da Hit's fizeram chantagem com as imagens. Cobraram R$ 4 milhões a VTK, que toma as providências cabíveis.
"Estamos entrando na Justiça contra eles, para que provem as acusações", disse França. 

Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/blog/index.asp?vPagina=3&vCod=52

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quem faz obra é operário

“- Então, a candidata passou por aqui e mostrou um pedaço de reboco?”
“- É ruim... Ela nunca fez uma obrinha! Criança, pra ela, é só pra tirar foto pra campanha! Dona Denilma entregou o ‘Tijolo de ouro’ pro Biu, que já fez milhares de casas, creches, escolas, hospitais, pro pobres. A mulherada apóia o Biu! Tinha mais de vinte mil lá, num ta vendo na TV?”

                Este é um dos diálogos apresentados no programa eleitoral gratuito de um candidato ao senado no Estado de Alagoas. Cabeça (de camarão), o personagem da campanha, desde o início, utiliza um discurso de baixíssimo nível e tenta colocar o debate político de escanteio para desqualificar e difamar a concorrência. Ele afirma que o seu candidato fez diversas obras. Porém, senador faz obra?
                As pesquisas só refletem que a população alagoana, carente de educação (que vai muito além de saber ler e escrever), está “entrando na onda” do candidato populista, não recorda os escândalos de corrupção noticiados e esquece ou desconhece as funções de cada representante do povo.
                No dia 03 de outubro de 2010, os cidadãos de Alagoas vão escolher deputados estaduais, deputados federais, senadores, governador e presidente da República. Os primeiros fazem parte do poder legislativo, com função de votar as leis e fiscalizar o poder executivo; os dois últimos fazem parte deste que, como explícito no nome, executa as leis, administra.

Corrupto "bem na fita"

                Deputados e senadores aprovam leis orçamentárias, enviando recursos para prefeitos e governadores administrarem, abrindo concursos para contratação de funcionários públicos e licitações para a realização de benfeitorias.
                Algumas leis orçamentárias são aprovadas, mas não são colocadas em prática pelo executivo. O dinheiro é encontrado nos bolsos, nas cuecas e até nas contas de amantes de parlamentares.  Fica bem “na fita” o político do legislativo que tem seu projeto executado pelos prefeitos, governadores e presidente. Geralmente, estes escolhem os projetos de seus amigos corruptos que garantem sua parte do montante. É o caso do candidato citado acima, envolvido na “CPI dos sanguessugas”, quando Deputado Federal.

Obras em Alagoas: tijolo de ouro no bolso, educação no lixo


                Quando as eleições estão próximas, ou mesmo no meio do processo eleitoral, Alagoas, especialmente Maceió, vira canteiro de obras. Logo aparecem candidatos afirmando que fizeram obra X ou Y. Não precisa ir muito longe para resgatar na história algumas obras eleitoreiras.  
                Em 2002, ano em que o povo elegeu governos estaduais, dois terços do senado federal, a câmara dos deputados e os legislativos estaduais, foi construído o viaduto Ib Gatto Falcão. O primeiro viaduto da capital foi inaugurado no dia 22 de abril.
                Após quatro anos, aconteceram as eleições para presidente da república; deputados federais, um terço do senado, governadores e membros das assembléias legislativas. Na época foi construído o viaduto Desembargador Washington Luiz. A obra, orçada em R$ 5,7 milhões, foi inaugurada em 30 de Junho de 2006.  Antes disso, em 2005, foram inaugurados os Memoriais Teotônio Vilela – uma obra de Oscar Niemayer – e à República, respectivamente no mês de abril e novembro.
                Em 2008, quando foram eleitos prefeitos e vereadores, foram construídos dois viadutos, o do Farol e o viaduto Industrial João Lyra, orçados nos valores de R$5,2 milhões e R$11 milhões, respectivamente. O último foi inaugurado no limite do calendário eleitoral, no dia 24 de junho. O prefeito Cícero Almeida (PP) só poderia participar das festividades de entrega das alças viárias até o dia 30 de junho. Ainda no mesmo ano, foram iniciadas as obras de saneamento básico da orla marítima de Maceió.
                No dia 15 de janeiro de 2009, foi iniciada a duplicação da rodovia AL-101 Sul, que deveria ser concluída em julho do corrente ano eleitoral. Apesar de não ter sido inaugurada, a obra segue a todo vapor e, como não podia deixar de ser, os candidatos oportunistas não deixam de utilizá-la para “mostrar serviço”.
                Enquanto os tijolos de ouro são empilhados nos bolsos dos parlamentares; os índices negativos do Estado aumentam. Nos últimos anos Alagoas passou a ser o paraíso das obras e dos bandidos também!  

Perguntas de um leitor operário

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima refulgente de oiro moravam os seus construtores?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a lendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias.
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os banquetes?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias,
Quantas perguntas

Bertolt Brecht

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Memórias de 11 de setembro: 1973 x 2001

10 de setembro de 2010

Por Fernando Fileno
Do Laboratório de Ensino e Material Didático História USP

Veja o filme "11th September - 09/11/2001 (11'09''01)" no Youtube

Ficha Técnica
Gênero: Documentário
Ano de lançamento (Reino Unido): 2002
Duração: 11 min
Direção: Ken Loach

"11 de Setembro" (de origem franco-britânica), dirigido por Ken Loach, faz parte de uma mostra de 11 curta-metragens com duração total de 11 minutos. É interessante que cada curta foi encomendado para um diretor consagrado diferente, assim a cada diretor foi dada a liberdade de mostrar sua visão da tragédia ocorrida em 11 de setembro de 2001, nos EUA.
Dentro do curta, o diretor britânico Ken Loach optou por mostrar em seu próprio curta-metragem, uma outra tragédia ocorrida em um 11 de setembro: o violento golpe de Estado dado por Augusto Pinochet que, apoiado pelos EUA , destituiu o governo de Salvador Allende que foi assassinado pelos bombardeios estadunidenses ao palácio presidencial.
O que torna ainda mais interessante 11 de setembro são as mesclas de eventos que aconteceram nesse dia e as colagens feitas a partir dos outros curtas que o diretor solicitou aos amigos de profissão. Ken Loach ao mostrar-nos o 11 de setembro chileno, relembra a atitude nada “democrática” do governo dos Estados Unidos ao derrubar um governo eleito legitimamente.
É importante observarmos que após o ataque a Nova Iorque esse mesmo governo falava da ameaça à democracia representada por países considerados “terroristas”.
Na sala de aula, esse material pode trabalhar junto aos alunos questões que envolvam um “ponto de vista” sobre determinado assunto. De maneira inteligente, ao mesmo tempo que temos 11 curta-metragens para formar apenas 1, temos dentro da sala de aula, muitos alunos, mas que estariam aí envolvidos em algo único também: a análise daquilo que consideremos sagrado e legitimo, até mesmo único – a memória de algo que aconteceu e que não pode ser perder.


Leia também

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Por quê Idelfonso Lacerda mente tanto para o povo de Alagoas


A poucos dias das eleições de 03 de outubro, os notáveis corruptos e bandidos da política alagoana não se conformam com a eleição de uma mulher que luta incansavelmente contra a corrupção e pelo bem do povo, para uma vaga no Senado.
O  candidato IDELFONSO LACERDA, medíocre funcionário do Senado, depois de se aposentar, resolveu fincar estaca no gabinete de Renan Calheiros e José Sarney. Recebia farta comissão para repassar aos negócios desses dois senadores. Chegado o momento das eleições de 2010, foi exonerado e o seu padrinho Renan, mandou apagar sua ficha funcional do arquivo do setor de Recursos humanos do Senado Federal, sem deixar qualquer vestígio de Idelfonso Lacerda pelo Senado. No Sindlegis, sindicato do senado, ele aparece na lista de votante nas últimas eleições sindicais. O motivo do sumiço: Renan não quer que ele apareça como funcionário do seu gabinete em Brasília.
Nesta eleição ele cumpre a tarefa de prejudicar a candidatura de Heloísa Helena. Renan Calheiros um corrupto contumaz usa a máquina pública para escamotear a verdade ao povo de Alagoas, usando esse “laranja” e o outro sanguessuga como apoiador das malandragens e falcatruas de Renan.  Agora inventam pesquisas, para cada vez mais tentar manipular a vontade do povo,  minar e atingir Heloísa Helena.
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral), não pode fazer vista grossa para este crime eleitoral que se comete no Estado.

Fonte: PSOL

O DESESPERO TOMOU CONTA

Alagoanas e alagoanos,

Sou Eunice Favorin de Melo, jornalista, alagoana e residente atualmente em São Paulo. Acompanho jornalisticamente as ações parlamentares no Congresso Nacional desde 1997. Venho alertar que nessa eleição existem candidatos com muito dinheiro e maldade, querendo derrotar a todo custo Heloisa Helena. Esses Senhores já foram pegos pela Policia Federal. E já se envolveram em escândalos no senado.
O Deputado  Benedito de Lira conhecido nacionalmente como BIU MUTRETA candidato a senador que já foi pego pela Policia Federal desviando dinheiro que seria para compras de ambulâncias destinadas ao povo de Alagoas, a  operação ficou conhecida como “operação sanguessuga”. Foi citado em inquérito da PF, por ser solidário a roubalheira de seu filho Artur Lira na Assembleia de Alagoas. Com esta dinheirama toda, ele comprou várias fazendas no interior de Pernambuco.  Artur Lira ainda foi indiciado pela Policia Federal na operação Taturana que desviou 380 milhões da Assembleia.
RENAN CALHEIROS é outro candidato a senador que foi afastado da presidência do senado envolvido em vários escândalos no Brasil, além disso, é conhecido entre todos os parlamentares da bancada de Alagoas como ladrão de Emendas Parlamentares, esquema que envolveu o então Senador Téo Vilela. Sem coragem para enfrentar Heloisa Helena, colocou vários laranjas como se candidatos fossem para atacar de forma covarde os candidatos concorrentes dele.
O caso especial vai para o falso candidato a senador Ildelfonso Lacerda (vulgo AFONSO LACERDA) que foi durante anos, assessor de RENAN CALHEIROS.  .
Se você quer realmente eleger Heloisa, primeiro você vota 500, confirma, e lave a alma!
Como você votará duas vezes para o senado. Cuidado para não ser enganado. Não vote em RENAN nem no BENEDITO DE LIRA. Eles montaram uma estratégia para derrotar Heloisa  no segundo voto para o senado.
Para garantir a eleição de Heloisa Helena  
 VOTE ASSIM:
    1º VOTO        DEP. ESTADUAL.......VOTE 50 (77 - Yuri Miranda)
    2º VOTO        DEP. FEDERAL........ VOTE  50(777 - Olga Miranda)
    3º VOTO        SENADO................  VOTE 500
    4º VOTO        SENADO..................VOTE 500
    5º VOTO        GOVERNADOR........ VOTE 50
   6º VOTO  ..... PRESIDENTE............ VOTE 50

Conheça mais sobre a árvore e os benefícios que traz para a humanidade

"Árvore é sinônimo de vida", com sua sombra aconchegante, seus frutos e flores magníficos, ou com a sua importância fundamental para o progresso através do papel, as árvores estão presentes em nossas vidas desde as lembranças mais remotas de nossas infâncias.
Dos primeiros seres vivos do planeta, as árvores foram resistindo às mais diversas mudanças climáticas, renovando-se, transformando-se para poderem se adaptar a diferentes situações. Entretanto, talvez estejamos vivendo a maior destas transformações ambientais: a que realiza o progresso da civilização humana. E, para continuarmos a progredir em rítmo acelerado, precisamos proteger nossa flora e nossa fauna garantindo a sobrevivência de todos, inclusive a nossa.
Hoje, enxergamos por completo a importância das árvores na composição do meio ambiente e na manutenção da vida nesse planeta: protegendo o solo, nascentes de rios, lagoas e lagos; preservando a vida silvestre, das mais fechadas matas até o cerrado brasileiro; servido de berçário nos diversos quilômetros de mangue do litoral do país, etc.. Além disso, existe todo o aspecto funcional do bom uso das árvores, com a produção de móveis, utensílios domésticos, esculturas, embarcações e etc...
Então, quando se ajuda na derrubada de uma árvore, não estamos desprezando somente a vida de um vegetal; estamos contribuindo com a diminuição da nossa qualidade de vida, que só não será afetada, se colocarmos outra árvore no lugar da que foi derrubada.
O uso comercial da árvore é importante na produção de móveis, portas, pisos, papel, entre outras peças. Mas é importante compreendermos que o manejo desses recursos deve ser controlado, obedecendo leis que garantam a sustentabilidade do meio ambiente.
A árvore pode ser útil para nós, mas também é para toda a cadeia de seres vivos do planeta. Para cada ser, a árvore desempenha um papel fundamental como moradia, geradora de alimento ou até mesmo, como reguladora da temperatura.
A cada um de nós cabe esta função. É como uma casa: todos que moram devem ajudar a preservá-la.
Todo o progresso alcançado até hoje, somente foi possível graças ao uso deste nobre material natural: a árvore.
Porém, está na hora de recuperarmos o equilíbrio entre a vida e o progresso. Por isso, é de fundamental importância a conscientização e contribuição de todos.

A história do papel

A invenção do papel constitui um dos capítulos mais importantes da história da comunicação. Antes do papel, vários suportes cumpriram a função do registro da escrita, da história, da expressão das idéias: a pedra, o barro, a madeira, o bambu, os metais; as folhas e as cascas das árvores; os dentes, os ossos e as peles de animais; as conchas e vários tipos de tecidos.
O papel propriamente dito, o verdadeiro, surgiu na China em 105 d.C., sendo Ts'ai Lun, um oficial da Corte Imperial Chinesa, considerado como seu inventor, deificado pelos chineses como deus dos fabricantes de papel. Mesmo que a documentação histórica tenha provado que o princípio da fabricação do papel com polpa de refugos de seda já era conhecido no primeiro século antes de nossa era, todos afirmam que Ts'ai Lun aperfeiçoou e o popularizou.
Empregavam desde refugos de seda, rede de pesca usada, cânhamo, bambu, algodão (origem da expressão "charta cottonea"), ou cascas de amoreira, sendo o papel obtido por estas fibras conhecidas por "papel-da-China".

Fonte: http://www.diadaarvore.org.br/meioambiente/aarvore

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia da árvore

21 de setembro

No hemisfério sul, o dia 21 de Setembro prenuncia a chegada da primavera, no dia 23, estação onde a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno.
No Brasil, carregamos fortes laços com a cultura indígena que deu origem a este país; um deles é o amor e respeito pelas árvores como representantes maiores da imensa riqueza natural que possuímos. Os índios também utilizavam este período para iniciar a época de plantio, organizando-se pelo calendário lunar.
Confirmando o carinho e respeito pela natureza, no Brasil, em 24 de fevereiro de 1965, formalizou-se o dia 21 de Setembro como o Dia da Árvore - o dia que marca um novo ciclo para o meio ambiente.


Fonte: http://www.diadaarvore.org.br/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A preocupação dos neonazistas no Orkut


Eles temem que, com as enchentes no nordeste, aumente o êxodo para o sudeste

            A tragédia causada pelas enchentes em Alagoas e em Pernambuco causou preocupação de internautas do site de relacionamento chamado Orkut. Na comunidade intitulada "Eu odeio nordestinos", xingamentos as pessoas nascidas na região eram constantes.


Comunidade "Lugar d nordestino é no nordest"
Enquanto o país estava mobilizado para ajudar os desabrigados das cidades destruídas pelas fortes chuvas, os membros da comunidade, especialmente do sudeste, temiam o êxodo para São Paulo. O comentário "Acho que os cabeçudos vão vir em massa p/ SP, to muito preocupada com isso", feito por Júlia Shellman - autora do tópico "Enchentes no nordeste" e uma das moderadoras (responsáveis) pelo grupo virtual, deu origem a uma sequência de agressões aos nordestinos.
Não se trata do único grupo do Orkut que propaga o ódio regional, também existe a comunidade “Lugar de nordestino é no nordes”, “Não queremos nordestinos em SP” e outras, todas da categoria “Animais: de estimação ou não”. Tal categoria não foi escolhida por acaso, o comentário “O povo tem medo d dizer q não suporta essa raça, na verdade isso daria 100%”, de “Aline Karaiovski”, reflete que nordestinos são considerados animais.
Ao que parece, tais internautas não estudaram história. Ou desconhecem que fomos nós, nordestinos, que na década de 1950, durante o Governo Vargas, mais contribuímos com o processo de desenvolvimento econômico industrial em São Paulo. Naquela época, o sudeste precisava de mão de obra, o nordeste carecia de emprego. Também foram – e ainda são – os cortadores de cana-de-açúcar nordestinos que favoreceram o desenvolvimento a muitos municípios do Estado.
“Maldita inclusão digital”, afirmam alguns membros da comunidade se queixando da presença de pessoas da região discriminada na Internet. E completam: “Como se não bastasse essa maldita migração dos nosdestinos aki para o Sudeste, esses nordestinos ainda consegueem (Com Algum tipow de gambiarra) acesso a internet e se acham no direito de protesta algo aki nessa comunidade”. Um outro membro chega a chamar os nordestinos de “Lixos”.
            Analisando os comentários, entende-se que para eles, as enchentes de uma região não são diferentes das de outras. Faz sentindo. Porém, é um erro grotesco quando tais internautas afirmam que o sofrimento do povo do nordeste não é maior que do povo do sudeste.  Infelizmente, isso não é realidade. É como comparar um patrão que perde a casa de praia, mas tem uma farta poupança no banco; com um trabalhador que perde o barraco e, com ele, tudo o que tinha. Claro que ambas as regiões têm ricos e pobres, porém, sabe-se que a pobreza é extremamente maior no nordeste. Sendo assim, não faz nem sentido a preocupação com o êxodo para o sudeste devido às enchentes, já que as vítimas não têm condições nem de sair de seus municípios! Ou os paulistas acham que os “cabeças-chatas” vão chegar lá de “jegue”?
            Na época, logo o fato chegou ao Ministério Público. Porém, desconheço a ocorrência de alguma punição aos criminosos. O que vejo são estes últimos até hoje desafiando o MP e a Polícia Federal nas comunidades virtuais. A comunidade “Eu odeio nordestinos” desapareceu no Orkut. Já “Lugar d nordestino é no NORDES” continua, com apenas 191 membros.
            E fica a questão: Será que excluir uma comunidade do Orkut e punir seus membros vai alterar a consciência das pessoas ou camuflar mais um preconceito histórico?


*Texto produzido há 2 meses.
           

sábado, 18 de setembro de 2010

Emancipação Política de Alagoas: Na terra de Zumbi, liberdade para quem?



Quase dois séculos antes da separação de Alagoas da capitania de Pernambuco, a região já construía fama de “Terra da Liberdade” quando, por volta de 1630, aconteceu uma das maiores revoltas de escravos do Brasil, onde foi organizado o “Quilombo dos Palmares”, formado por diversos quilombos sob a liderança de Zumbi.
O Quilombo resistiu durante 65 anos, foi destruído em 1694 e em 1695, Zumbi fugiu e foi morto. Antes dos escravos terem sua libertação oficial, aconteceu a suposta emancipação de Alagoas, em 1817, quando a comarca Alagoas (atual Marechal Deodoro) foi elevada à condição de capitania. Admiti-se que Penedo, Porto Calvo e Marechal Deodoro foram os grupamentos básicos formadores do Estado. A escravidão foi “extinta” oficialmente no Brasil em com Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353), sancionada em 13 de maio de 1888.
Anteontem, 16 de setembro de 2010, o Estado de Alagoas comemorou 193 anos de Emancipação Política. Porém, essa tão celebrada “emancipação política” é sinônimo de liberdade?

De acordo com o famoso “Pai dos Burros”, o dicionário Aurélio:
- Emancipação - s.f. Aquisição, pelo menor, do direito de administrar seus próprios bens e receber os rendimentos. / Ato jurídico pelo qual o filho sai do pátrio poder. / Alforria; libertação.
- Política - sf. Ciência do governo dos povos. / Direção de um Estado e determinação das formas de sua organização. / Conjunto dos negócios de Estado, maneira de os conduzir. / Fig. Maneira hábil de agir; astúcia; civilidade. // Ciência política, ramo das ciências sociais que trata do governo e da organização dos Estados.

Na obra “A questão judaica” (1844), Marx – que refuta as teses de Bruno Bauer acerca do direito do povo judeu à liberdade religiosa, afirmando esse direito e seu limite histórico – nos remete também ao limite histórico intransponível da liberdade “dentro do contexto do mundo atual”.
De acordo com o pensamento do filósofo, dentro desse contexto, isto é, do capitalismo, não há liberdade plena. Todo homem é considerado livre; porém, essa liberdade sempre está restrita à dimensão jurídico-política, jamais acontece na dimensão social. Na realidade, o home livre é somente o possuidor dos meios de produção.
Sobre a emancipação política, Marx aponta que esta tem seu fundamento no que ele chama de sociedade civil, isto é, nas relações econômicas. Tal emancipação tem suas origens históricas na passagem do feudalismo ao capitalismo.
É o ato de compra e venda da força de trabalho - com todas suas consequências para formação da base material da sociedade em que vivemos – onde se encontram as raízes histórico-ontológicas da emancipação política. O ato da compra e venda necessariamente produz a desigualdade social, ao passo que coloca de um lado a classe patronal (meios de produção) e de outro, a classe trabalhadora (força de trabalho).

A emancipação política de Alagoas está longe significar liberdade. Ao contrário, representa anos de opressão de um povo. Apesar de ser “berço da liberdade”, o Estado é o que menos a tem. Basta analisar os índices de analfabetismo, violência, pobreza, mortalidade infantil e expectativa de vida. Para piorar a situação, na terra de Zumbi ainda há trabalho escravo em pleno século XXI. Só em 2008, foram libertadas 656 pessoas – todas no setor sucroalcooleiro.  Ou seja, de um lado, os usineiros livres; de outro, os trabalhadores escravos.
Entretanto, a escravidão não está apenas na esfera do trabalho não remunerado, como aponta os dados. É preciso refletir que qualquer trabalho forçado é uma forma de escravidão. Neste sentido, todos os trabalhadores são escravos, uns mais explorados, outros menos.

Além dos desfiles cívicos, no dia da Independência do Brasil, desde 1995, acontece o “Grito dos Excluídos”. No dia da Emancipação Política de Alagoas, acontecem sempre as mesmas comemorações, não se vê protestos. Já passou da hora de Alagoas gritar.

Desfile de 16 de setembro partiu no Memorial da República. Foto: Elisana Moraes